- Brasil está em 47º lugar no ranking de preços de banda larga fixa entre 214 países, com média de US$ 23,08 por mês.
- O levantamento analisou mais de 2.600 planos de provedores locais entre o fim de janeiro e o início de fevereiro de 2026.
- América do Norte aparece como a sub-região mais cara, com média de US$ 98,40 por mês; Estados Unidos tem média de US$ 80 e fica na 167ª posição, enquanto o Canadá fica em 130º, com US$ 55,26.
- A Leste Europeu apresenta custo médio baixo, de US$ 15,76 por mês, por ter adotado fibra óptica ampliamente diante de redes de cobre precárias.
- Os preços mais baixos são no Irã, com US$ 2,61, e os mais altos em Wallis e Futuna, com US$ 373,88 por mês.
O levantamento da Broadband Genie analisa preços de banda larga fixa em 214 países e aponta onde o Brasil se situa no ranking global. A pesquisa foi realizada entre o final de janeiro e o início de fevereiro de 2026, com mais de 2.600 planos avaliados. O Brasil ficou em 47º lugar, próximo de mercados com preços mais baixos.
Os preços médios no país ficam em US$ 23,08 por mês, cerca de R$ 114, segundo a cotação atual. A variação decorre da transformação do setor, com maior participação de provedores regionais e migração de cobre para fibra óptica, ampliando a concorrência e mantendo tarifas competitivas.
A classificação sugere que, apesar de QoS (qualidade e estabilidade) ainda gerar desafios para usuários em algumas regiões, o custo financeiro para contratar internet fixa no Brasil é mais baixo do que em muitos países desenvolvidos.
Região norte-americana é mais cara
A América do Norte aparece como a segunda faixa mais cara, com média de US$ 98,40 por mês. Os Estados Unidos ocupam a 167ª posição, cobrando em média US$ 80 por mês, enquanto o Canadá fica em 130º, com tarifa de US$ 55,26.
Queda de preço no Leste Europeu
O Leste Europeu registra custos médios baixos, de US$ 15,76 mensais. A explicação dos especialistas aponta para a substituição de redes de cobre por fibra óptica, devido à inadequação de infraestrutura antiga.
Países com tarifa mais baixa e mais alta
O Irã lidera com a internet mais barata, em US$ 2,61 mensais, refletindo a desvalorização da moeda local frente ao dólar. O relatório cita ainda Ucrânia, Etiópia, Bangladesh e Mongólia entre as tarifas mais acessíveis. Por outro lado, Wallis e Futuna tem a banda larga mais cara, funcionando como exemplo de dificuldades logísticas em ilhas remotas.
Metodologia e limites
O estudo exclui planos corporativos, pacotes combinados e taxas de instalação para calcular o custo básico da conexão. Os preços são convertidos para dólares, sem levar em conta renda média local, o que pode distorcer o peso real no bolso do consumidor.
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