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Choque prolongado no petróleo pode impactar inflação nos EUA, diz Waller

Choque prolongado no petróleo pode sustentar a inflação; Waller afirma que o Fed pode manter a taxa atual se os riscos de inflação superarem os do mercado de trabalho

Christopher Waller, diretor do Federal Reserve (Fed) — Foto: Bess Adler/Bloomberg
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  • O diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, afirmou que a resposta da política monetária aos conflitos no Oriente Médio dependerá de como evoluem os efeitos sobre a economia.
  • Se o Estreito de Ormuz permanecer reaberto e os fluxos comerciais voltarem ao normal, pode ser possível “olhar através” do choque nos preços do petróleo; porém, quanto mais durar, maiores as chances de a inflação se disseminar.
  • Em cenário de inflação elevada, pode ser necessário manter a taxa de juros no intervalo atual para equilibrar os riscos entre inflação e mercado de trabalho.
  • Waller destacou que está atento às expectativas de inflação e à possibilidade de que choques de preços, somados às tarifas, elevem as projeções de inflação de forma mais persistente.
  • O mercado de trabalho dos EUA continua fragilizado, com sinais de queda na abertura de vagas e na recolocação, mesmo com a taxa de desemprego relativamente estável.

O diretor do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller, afirmou nesta sexta-feira que a resposta da política monetária dos EUA ao conflito no Oriente Médio depende de como evoluírem os impactos na economia. Ele indicou que, se o Estreito de Ormuz permanecer aberto e os fluxos comerciais voltarem ao normal, é possível manter o olhar para o choque nos preços do petróleo e olhar através dele.

Entretanto, caso a interrupção persista por mais tempo, as chances de a inflação se disseminar para uma gama mais ampla de bens aumentam, segundo o executivo. O comentário reforça que o Fed pode manter a taxa de juros no patamar atual se os riscos de inflação superarem os do mercado de trabalho.

Waller também destacou a vigilância sobre as expectativas de inflação. Ele mencionou a possibilidade de que choques de preços ligados às tarifas e à guerra no Oriente Médio tornem a inflação mais persistente, semelhante ao que ocorreu durante a pandemia. Antes do conflito, o Fed já observava inflação pressionada, ainda distante da meta.

O executivo ressaltou que o mercado de trabalho dos EUA continua fragilizado, com sinais de menor dinamismo em contratações e demissões. Enquanto a taxa de desemprego permanece estável, indicadores de recolocação, vagas disponíveis e abertura de postos de trabalho seguem em queda.

Perspectivas e riscos

A avaliação de Waller destaca que a duração do choque petrolífero pode moldar o curso da política monetária e a trajetória da inflação. O Fed busca equilibrar os riscos entre inflação elevada e saúde do emprego, ajustando decisões conforme a evolução do cenário externo e interno.

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