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Citi vê agronegócio fora do trilho e rebaixa Rumo para venda

Citi rebaixa recomendação da Rumo para venda, citando demanda do agronegócio fraca e valuation elevado, elevando riscos no curto prazo

Ações da Rumo acumulam alta de 12,5% no ano, levando valor de mercado a R$ 30,8 bilhões
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  • O Citi rebaixou a recomendação das ações da Rumo de neutro para venda e reduziu o preço-alvo de R$ 15 para R$ 13,50.
  • As ações fecharam o pregão de 16 de abril em R$ 16,59, com queda de 2,18%, em um ano de alta de 12,5% e valor de mercado em torno de R$ 30,8 bilhões.
  • O banco aponta demanda baixa do setor agro, destacando desaceleração das exportações e risco de ganhos limitados pela necessidade de incentivar tarifas para ganhar participação de mercado sobre o transporte rodoviário.
  • Mesmo com possível reajuste de tarifas e redução de capex no projeto de Lucas do Rio Verde, a demanda por transporte ferroviário permanece fraca, pressionando receita e margem de Ebita.
  • Para 2027, o Citi cita pressões com o custo de fertilizantes (impacto da guerra no Irã) e menor expansão de área cultivada, o que pode restringir ganhos de volume da Rumo; o valuation atual é visto como desfavorável frente aos riscos.

A Citi rebaixou a recomendação das ações da Rumo de neutro para venda, citando demanda do agronegócio baixa e um valuation considerado elevado. A instituição também reduziu o preço-alvo, de 15 reais para 13,50 reais.

O banco aponta que o otimismo de curto prazo não condiz com os riscos enfrentados pela empresa de transporte ferroviário, cujo valor de mercado já é superior ao que, na visão do Citi, justificaria o cenário atual de demanda.

As ações fecharam o pregão de quinta-feira, dia 16 de abril, em queda de 2,18%, a 16,59 reais. No acumulado do ano, o papel registra alta de 12,5%, elevando a capitalização para cerca de 30,8 bilhões de reais.

Cenário setorial e impactos para a Rumo

Para o analista Filipe Nielsen, há espaço para reajuste de tarifas e para reduzir o capex do projeto LDRV, mas a demanda do agronegócio por transporte ferroviário permanece fraca, limitando a margem de manobra.

O relatório indica que ganhos de market share em relação aos caminhões exigiriam tarifas adicionais, o que reduziria receita e margem de EBITDA. A comparação com o transporte rodoviário mostra margens pressionadas no primeiro trimestre devido à colheita de soja.

Mesmo com safra recorde, as vendas seguem abaixo da média histórica, limitando a demanda logística e o repasse de custos de combustível para o frete. A demanda interna por milho, impulsionada por usinas de etanol no Centro-Oeste, tende a reduzir a disponibilidade de milho para exportação.

O Citi também revisa o cenário para 2027, apontando que a alta prevista de fertilizantes, em função de tensões internacionais, deve elevar custos e frear a expansão de área plantada, restringindo ganhos de volume para a Rumo.

Segundo o analista, a expectativa de aumento de tarifas no segundo trimestre e no segundo semestre deve ser sustentada por base de comparação mais favorável, mas o panorama para 2026 em diante permanece desafiador para novos reajustes de preço.

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