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Compra de ações do BRB fazia parte de esquema

Prisões na Compliance Zero apontam que aumentos de capital do BRB financiaram aquisição de ativos do Banco Master, com uso de laranjas

Rio de Janeiro RJ 31/03/2025- Matéria Economia. Compra do Banco Master pelo BRB Banco de Brasília. Foto: Júlia Aguiar/ Agência O Globo.
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  • Prisões decretadas pelo ministro do STF André Mendonça, na 4ª fase da operação Compliance Zero, estão ligadas à compra de ações do BRB por empresas e fundos vinculados ao Banco Master de Daniel Vorcaro.
  • Documentos obtidos pelo Valor trazem novos personagens à história, como Valério Marega Junior, da WNT Gestora, e Cesar Reginato Ligeiro, da Base Securitizadora.
  • A acusação da gestão atual do BRB aponta forte ligação entre o ex-CEO Paulo Henrique Costa, Vorcaro e aumentos de capital realizados pelo BRB em 2024 e 2025, usados para fomentar compras de carteiras do Master.
  • O BRB afirma que os aumentos de capital tiveram o objetivo de viabilizar a aquisição de ativos do Master, com fundos e pessoas do ecossistema Master/Reag atuando como “laranjas” para ocultar a concentração do controle.
  • A instituição pediu o bloqueio/arresto das ações controladas por Vorcaro, pelo ex-sócio Maurício Quadrado e por João Carlos Mansur, da Reag.

O Supremo Tribunal Federal decretou prisões nesta quinta-feira no âmbito da 4ª fase da operação Compliance Zero. A ação envolve investigações sobre aumento de capital no BRB e a compra de ações por empresas ligadas ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Segundo o inquérito, o cenário aponta para a participação de Vorcaro em operações de aquisição de ações do BRB por meio de estruturas ligadas ao Master. Novos nomes aparecem nos documentos, como Valério Marega Junior, da WNT Gestora, e Cesar Reginato Ligeiro, da Base Securitizadora.

A acusação da gestão atual do BRB sustenta que houve forte vínculo entre o ex-CEO Paulo Henrique Costa, Vorcaro e os aumentos de capital realizados pelo banco em 2024 e 2025. O objetivo seria manter o BRB com fôlego para adquirir novas carteiras do Master.

O BRB afirma que os aumentos de capital teriam servido para fomentar a compra de ativos do Master. Segundo a instituição, diversos fundos e pessoas ligadas ao ecossistema Master/Reag funcionaram como laranjas para ocultar a concentração de controle acionário.

A apuração aponta ainda que o uso de estruturas diversas visaria facilitar a blindagem de operações e dificultar a identificação de operadores envolvidos. A defesa de Vorcaro e de outros citados não foi apresentada nesta veiculação.

A reportagem completa está no Valor Econômico, que detalha documentos, identificações de participantes e o andamento das medidas judiciais, incluindo o bloqueio/arresto de ações apontadas pela gestão do BRB.

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