- Em março, o endividamento das famílias brasileiras chegou a 80,4%, com alta de 3,3% ante o mesmo mês de 2025 (77,1%).
- A clareza financeira vem antes de qualquer estratégia: conhecer exatamente o que entra e sai do orçamento é o ponto de partida.
- O crédito não é renda: evitar usar o cartão de crédito como complemento de renda e ficar no rotativo, que pode ter juros anualizados de até 100%.
- Evite parcelas com juros altos ou prazos longos que comprometam o orçamento; o custo total depende da taxa e do prazo.
- Disciplina financeira e poupança: comprar apenas o necessário, monitorar as parcelas mensais e manter uma reserva de emergência para evitar endividamento.
A pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que, em março, o endividamento das famílias brasileiras chegou a 80,4%. O dado representa alta de 3,3% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o índice ficou em 77,1%.
Especialistas citados pela CNC destacam que manter hábitos de consumo responsáveis é essencial para reduzir dívidas. O estudo enfatiza a importância de entender o que entra e o que sai da renda mensal para evitar surpresas no orçamento.
Segundo os especialistas, a clareza financeira é o primeiro passo para controlar gastos. Sem saber o valor disponível, qualquer plano de organização tende a falhar, apontam.
Dados da pesquisa
O levantamento detalha o cenário de endividamento no varejo e serviços, apontando que o uso de crédito deve ser acompanhado com cautela. A variação de março é apresentada como indicativo de tendências na capacidade de pagamento das famílias.
Profissionais de educação financeira, como Rodrigo Simões e Leonardo Santana, além de Micaela Abreu, apontam que o crédito rotativo e o parcelamento sem planejamento podem agravar o endividamento. O debate reforça a necessidade de planejamento.
Como evitar o endividamento
Especialistas ressaltam que o controle começa pela avaliação precisa das entradas e saídas. A partir disso, é possível definir limites e priorizar despesas essenciais, saúde, alimentação e moradia.
Outra orientação é evitar vincular a renda a crédito rotativo e entender o impacto dos juros. Decisões de consumo devem considerar o custo total das parcelas e o tempo de pagamento.
Boas práticas financeiras
Os especialistas recomendam manter uma reserva de emergência para conter impactos de imprevistos. O montante funciona como amortecedor de dívidas em momentos de aperto financeiro.
Também sugerem reduzir o padrão de consumo para ficar dentro da renda. Viver abaixo da renda permite ter uma folga financeira e reduzir a probabilidade de novos endividamentos.
Organização contínua
O acompanhamento regular das finanças é destacado como elemento essencial. Planejar uma vez não basta; é preciso revisar mensalmente para manter o orçamento sob controle e evitar repetições de erros.
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