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Dólar fecha abaixo de R$ 5 e recua 0,56% na semana

Dólar fecha abaixo de R$ cinco pela primeira vez em mais de dois anos, queda de 0,56% na semana, com melhora do risco global e avanços no Oriente Médio

Foto: Reprodução/Reuters
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  • O dólar à vista fechou em R$ 4,9833, queda de 0,19% nesta sexta-feira (17), oscilando entre R$ 4,9508 e R$ 4,9922.
  • Na semana, a moeda recuou 0,56% e ficou pela primeira vez abaixo de R$ 5 em mais de dois anos.
  • o movimento acompanha melhora na percepção de risco global com avanços nas negociações no Oriente Médio e a reabertura do Estreito de Ormuz.
  • há expectativa de encontro presencial entre delegações do Irã e dos Estados Unidos no Paquistão na próxima segunda-feira, com tráfego no estreito mantido aberto até o cessar-fogo.
  • o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o bloqueio naval contra o Irã continuará até a conclusão total das negociações, enquanto analistas apontam fluxo global favorecendo moedas emergentes.

O dólar à vista fechou nesta sexta-feira em queda de 0,19%, a 4,9833 reais. A semana terminou com ganho de 0,56% para a moeda, que ficou abaixo de 5 reais pela primeira vez em mais de dois anos.

O recuo ocorreu em meio a sinais de melhora na percepção de risco global, impulsionados por negociações no Oriente Médio e pela possível reabertura do Estreito de Ormuz. Os impactos externos ajudaram o câmbio a buscar menor patamar.

Ao longo do dia, o fluxo externo reagiu a a possibilidade de acordo entre Irã e Estados Unidos e ao retorno do tráfego de navios na rota do petróleo. Entre as relevantes declarações, o governo iraniano indicou continuidade dos contatos e o cessar-fogo.

Fatores por trás da queda

O ambiente externo mais favorável contribuiu para o recuo do dólar ante várias moedas emergentes, segundo o estrategista-chefe de uma instituição de investimentos. A sinalização de cessar-fogo no Oriente Médio reforçou o apetite por ativos de risco.

Conforme analistas, o movimento também reflete fluxo global de capitais que já vinha desde o fim de março, com moedas como real e outras emergentes ganhando espaço frente ao dólar, em cenário de juros elevados no Brasil.

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