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Economia prateada deve movimentar R$3,8 trilhões no Brasil em 20 anos

Economia prateada, impulsionada por pessoas acima de cinquenta, pode movimentar R$ 3,8 trilhões nos próximos vinte anos, impactando mercados, empregos e ESG no Brasil

Idosos praticando exercício (Créditos: depositphotos.com / evgenyataman)
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  • A economia prateada deve movimentar cerca de R$ 3,8 trilhões nos próximos 20 anos no Brasil, segundo estudo Data8.
  • A ONU indica que, até 2030, uma em cada seis pessoas no mundo terá 60 anos ou mais.
  • No Brasil, o Censo 2022 do IBGE registra 54 milhões de pessoas com mais de 50 anos, crescimento de 57% entre 2010 e 2022.
  • Quatro movimentos geram valor direto para os negócios: preservação de capital intelectual, aceleração da inovação em novos mercados, fortalecimento da marca empregadora e coerência em ESG, e sustentabilidade e gestão do risco demográfico.

A economia prateada deve movimentar cerca de 3,8 trilhões de reais nos próximos 20 anos no Brasil, segundo estudo Data8. O público acima de 50 anos é apontado como motor de consumo, inovação e reposicionamento estratégico para empresas.

Enquanto o perfil demográfico muda, especialistas destacam que o mercado ainda opera com premissas desatualizadas. Carreiras com prazo de validade e comunicação centrada em jovens são exemplos criticados por não acompanhar a maturidade do público.

Dados da ONU indicam que, até 2030, uma em cada seis pessoas no mundo terá 60 anos ou mais. No Brasil, o Censo 2022 do IBGE mostra 54 milhões de pessoas com mais de 50 anos, crescimento de 57% desde 2010.

Essa presença gera maior fidelidade a marcas e crescente conectividade digital, reforçando a importância de políticas empresariais que valorizem esse grupo. A especialista Claudia Danienne aponta potencial produtivo e o desafio de visibilidade nas estratégias de negócios.

Quatro frentes de valor para as organizações aparecem como prioritárias. Primeiro, conservar capital intelectual e melhorar decisões com equipes intergeracionais e mentoria. Segundo, acelerar inovação e abrir novos mercados com participação ativa de pessoas 50+.

Terceiro, fortalecer a marca empregadora e o ESG, ao alinhar tratamento de 50+ internamente e em campanhas externas. Quarto, assegurar sustentabilidade do negócio diante de riscos demográficos, previdência e custos de saúde.

Dados de atuação mostram que empresas que incluem 50+ em pesquisas e testes de produtos obtêm percepções únicas. Quando o público mais velho participa de jornadas, oportunidades antes inacessíveis emergem em áreas como saúde, bem-estar e tecnologia adaptativa.

A longevidade é apresentada como tema central de sustentabilidade empresarial. Organizações que adotam essa perspectiva tendem a manter vantagem competitiva ao longo do tempo.

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