- As especulações sobre um IPO da OpenAI ganham força, com a expectativa de abertura de capital próxima, segundo veículos de imprensa; há, porém, divergência entre o CEO Sam Altman e a CFO Sarah Friar sobre o ritmo.
- Friar já liderou abertura de capital de duas empresas e, no caso da OpenAI, tem sido mais cautelosa devido aos gastos previstos com infraestrutura.
- A OpenAI foi avaliada em US$ 852 bilhões no fim de março, mas Friar teria dito a colegas que a companhia não está pronta para abrir o capital em 2026, devido ao aumento de despesas.
- A empresa convive com investimentos fortes de Amazon e NVIDIA, além de uma rodada de financiamento de US$ 122 bilhões; estima-se que os gastos em infraestrutura somem mais de US$ 600 bilhões em cinco anos e queima de mais de US$ 200 bilhões até chegar ao fluxo de caixa positivo.
- Há desentendimentos públicos e privados entre Altman e Friar sobre o cronograma do IPO, com Friar assumindo responsabilidades mais amplas na diretoria e a CEO Fidji Simo substituindo parte da relação direta de reporting com Altman.
A OpenAI pode abrir capital no futuro próximo, mas a data exata continua em discussão entre os dirigentes da empresa. Enquanto Sam Altman pressiona por acelerar o IPO, a CFO Sarah Friar adota tom mais cauteloso, destacando gastos previstos e o estado atual das finanças.
A executiva já liderou a abertura de capital de duas empresas no passado. Em 2021, conduziu a listagem da Nextdoor, após uma trajetória que incluiu cargos na Salesforce e no Goldman Sachs. Hoje, Friar atua como CFO da OpenAI, desde junho de 2024, e supervisiona o equilíbrio entre investimento em infraestrutura e retorno aos acionistas.
Sarah Friar chegou à OpenAI com um currículo robusto e reconhecimentos, como o prêmio da Ordem do Império Britânico pelas contribuições ao empreendedorismo. Sua formação reúne mestrado em Oxford, MBA em Stanford e passagens marcantes por empresas de tecnologia e consultoria, moldando seu perfil de gestão financeira.
A OpenAI enfrentou crescimento expressivo de receita, que foi de US$ 2 bilhões em 2023 para mais de US$ 20 bilhões projetados para 2025, com forte aumento na capacidade de computação. Em março, a empresa foi avaliada em US$ 852 bilhões, cenário que intensifica o debate sobre o timing do IPO e os impactos para acionistas.
Embora haja otimismo sobre um eventual IPO, relatos internos apontam cautela de Friar em 2026 devido aos gastos com infraestrutura, estimados em mais de US$ 600 bilhões em cinco anos. A empresa também projeta queima de ativos acima de US$ 200 bilhões antes de alcançar fluxo de caixa positivo.
Desgaste entre liderança financeira e executiva é destacado por ausências em reuniões com investidores sobre aquisição de servidores. A dupla Altman-Friar divulgou nota conjunta assegurando alinhamento estratégico na área de computação, ainda que haja flutuações de atuação entre eles.
A atual distribuição de liderança da OpenAI também é objeto de análise. Friar vem assumindo responsabilidades corporativas mais amplas, enquanto Fidji Simo, nova CEO de aplicativos, passa por licença médica. A relação entre Altman e Friar tem passado por ajustes desde 2025, com reportes de mudanças na linha de reporte.
Para Friar, o momento de conduzir uma oferta pública depende de fatores financeiros e estratégicos que vão além de pressões de mercado. A executiva é apontada como peça central na credibilidade fiscal necessária para uma eventual IPO, em um cenário de alta dependência de grandes fornecedores e de avaliações públicas intensas.
Até o momento, não houve confirmação oficial sobre o cronograma de abertura de capital. O que se sabe é que a OpenAI continua avaliando seu caminho financeiro, com foco em sustentabilidade, governança e prazos que atendam aos interesses dos acionistas, trabalhadores e parceiros.
Fonte: reportagem publicada pela Forbes, a partir de informações de mercado e entrevistas com pessoas próximas aos planos da OpenAI.
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