Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Estadão capta R$ 142 milhões com gestora ligada ao caso Master para debêntures

Estadão capta 142,5 milhões em debêntures via Trustee, ligada a Maurício Quadrado, sob investigação da PF por lavagem de dinheiro relacionada ao Banco Master

Fachada Estadão
0:00
Carregando...
0:00
  • O Estadão captou R$ 142,5 milhões em debêntures para tentar equilibrar as finanças, com duas emissões: R$ 45 milhões em março de 2024 e R$ 97,5 milhões em maio de 2024.
  • A Trustee DTVM, controlada pelo empresário Maurício Quadrado, foi contratada como agente fiduciário para acompanhar a emissão e o uso dos recursos.
  • Maurício Quadrado é alvo de investigação da Polícia Federal ligada ao Banco Master, e a Trustee também é investigada por supostos desvios de dinheiro vinculados ao Master e a esquema de adulteração de combustíveis.
  • Os investidores passaram a ter assento no conselho: Santalice Administração Ltda. aportou R$ 15 milhões e Província Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia Responsabilidade Limitada aportou R$ 82,5 milhões; Carlos Bologna, ex-BTG, passou a integrar o conselho, com pedido de substituição do CEO por nome do mercado.
  • O Estadão registrou prejuízo de R$ 16,8 milhões em 2025; a cobrança das debêntures está prevista para começar apenas em 2034, podendo ter prorrogação até 2044.

O Estado de S. Paulo captou no mercado R$ 142,5 milhões para recompor caixa e tentar contornar um cenário de prejuízos que somam R$ 159 milhões. A operação envolveu a Trustee DTVM, gestora controlada por Maurício Quadrado, sócio de Daniel Vorcaro em negócios vinculados ao Banco Master.

A contratação da Trustee ocorreu em 25 de março de 2024, em reunião da Assembleia Geral Extraordinária do Estadão, presidida por Francisco Mesquita Neto. A captação foi estruturada com uma primeira emissão de R$ 45 milhões em março e uma segunda de R$ 97,5 milhões em maio de 2024.

O jornal busca manter operação e investigações sob controle, apesar das dificuldades financeiras. Em 2023, o Estadão registrou prejuízo superior ao caixa disponível, levando à decisão de buscar recursos com investidores privados em vez de financiamento bancário tradicional.

Debêntures e papel do agente fiduciário

O agente fiduciário é responsável por gerenciar a relação entre vendedores e compradores das debêntures, monitorar pagamentos de juros e amortizações e acompanhar a saúde financeira da empresa. Também fiscaliza o uso dos recursos captados e o cumprimento das regras da CVM.

Parte da captação envolveu recebimento de R$ 45 milhões com apoio da Trustee. A outra parcela de R$ 97,5 milhões foi obtida por meio de debêntures em formato não registrado em mercado regulamentado, o que eliminou a obrigação de usar um agente fiduciário para essa transação.

Investidores e participação no conselho

Entre os investidores que aportaram, a ata de 15 de maio informa a participação da Santalice Administração Ltda. e da Província Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia Responsabilidade Limited. A Santalice integra o grupo Cutrale, responsável por grande parte da produção de suco no mundo, com aporte de R$ 15 milhões na modalidade Debênture de Projeto de Longo Prazo.

O Província é gerido pela Galápagos Capital Investimentos e Participações Ltda., com Carlos Fonseca e Marco Bologna entre os sócios. Ao todo, o fundo aportou R$ 82,5 milhões. Bologna passou a integrar o Conselho do Estadão, com mandato até 13 de maio de 2026, sujeito a reeleição. Outros investidores indicaram membros aos órgãos decisórios.

Alguns acionistas também pressionaram pela swap do CEO com um indicado do mercado, não ligado à família Mesquita. A assembleia que validou a operação ocorreu em contexto de busca por governança externa ao jornal.

Contexto da Trustee e integrantes da operação

Maurício Quadrado, controlador da Trustee, está sob investigação da Polícia Federal por supostas irregularidades ligadas ao Banco Master, ao grupo Compliance Zero e à rede de ocultação de recursos associada a crimes financeiros. Em janeiro, a PF cumpriu mandados na sede da Trustee e de empresas ligadas a Quadrado.

Além das investigações envolvendo a Trustee, a PF apura suspeitas de lavagem de dinheiro e de participação em esquema de ocultação de recursos oriundos de atividades ilícitas associadas ao PCC. Quadrado teria ligações com Vorcaro em outros empreendimentos, como a Prime You, empresa de compra compartilhada de bens de luxo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais