- Os EUA lideram, no âmbito do G20, uma iniciativa para assegurar o acesso a fertilizantes e fortalecer as cadeias de suprimento.
- O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, pediu cooperação entre o G20, o FMI e o Banco Mundial para medidas coordenadas.
- O FMI alerta que interrupções nas cadeias, principalmente para fertilizantes, podem deixar 45 milhões de pessoas em insegurança alimentar.
- Países da África subsaariana já buscam ajuda; o FMI espera que pelo menos uma dúzia de países negocie novos empréstimos.
- O governo americano preside o G20; a ONU promove, separadamente, um corredor humanitário via Estreito de Ormuz para fertilizantes e outros produtos.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, lidera uma iniciativa dos EUA no G20 para assegurar o acesso a fertilizantes diante das interrupções nas cadeias de suprimento provocadas pela guerra no Oriente Médio. O objetivo é promover ações coordenadas entre membros do G20, FMI e Banco Mundial. A ideia é evitar impactos na produção agrícola mundial.
De acordo com fontes familiarizadas com o tema, Washington defende que fertilizantes e insumos ligados à agricultura são vitais para a segurança alimentar global e devem receber resposta rápida dos parceiros internacionais. As medidas seriam implementadas com agilidade e flexibilidade política.
O FMI já alertou que as dificuldades logísticas podem deixar até 45 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar, especialmente na África Subsariana. O impacto atinge também o custo de energia em diversos mercados globais, agravando pressões econômicas locais.
Contexto internacional
As Nações Unidas promovem, paralelamente, um corredor humanitário pelo Estreito de Ormuz para facilitar a passagem de fertilizantes e outros itens essenciais. O G20 — liderado pelos EUA neste momento — reúne economias como Rússia, China, Arábia Saudita, além de blocos regionais.
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