- A Agência Internacional de Energia alerta que a Europa pode ter combustível de aviação apenas por mais algumas semanas, com risco de escassez se não for possível substituir metade das importações do Oriente Médio.
- Lufthansa CityLine vai retirar de serviço 27 aeronaves a partir de 18 de abril, em meio ao aumento dos preços do querosene e a greves internas.
- A companhia aérea KLM cancelou 160 voos no próximo mês, dizendo que não há escassez de combustível e que a medida mira apenas o aumento de custos.
- A crise já impactou outras teles: SAS havia anunciado mil cancelamentos em março; a EasyJet registrou custo adicional de combustível de 25 milhões de libras em março.
- O estreito de Ormuz está fechado pelo Irã há meses, elevando preços; a UE diz não haver evidência de escassez, mas admite riscos para o abastecimento até o verão.
A crise no abastecimento de combustível de aviação levou a cancelamentos na Europa. A Lufthansa informou que a CityLine, sua subsidiária regional, vai retirar 27 aeronaves de serviço a partir de sábado, 18 de abril, para reduzir prejuízos. A decisão ocorre em meio ao aumento dos preços do querosene e a conflitos trabalhistas.
A KLM anunciou o cancelamento de 160 voos no próximo mês, impactando menos de 1% da sua programação. A empresa afirma não haver escassez de combustível, atribuindo as mudanças apenas ao custo elevado do querosene.
A Agência Internacional de Energia alerta que o estoque europeu pode durar apenas mais seis semanas, dependendo de como ocorra a substituição das importações do Oriente Médio. O estreito de Ormuz permanece fechado pelo Irã há mais de seis semanas, elevando preços.
Crise de abastecimento e impactos
Segundo a AIE, a Europa dependia fortemente do Golfo para o combustível de aviação, com cerca de 75% das importações históricas. A resposta envolve diversificar operadores e regiões, aumentando compras nos EUA e na Nigéria.
A démarch de preços levou companhias como EasyJet a divulgar custos adicionais com combustível, mesmo com parte do fornecimento já hedged. A empresa contabilizou cerca de 25 milhões de libras a mais em março.
Analistas ressaltam que, mesmo com retorno do fornecimento do Golfo, pode haver escassez até o verão europeu (junho a agosto). Heathrow é citado como possível polo com maior prioridade em cenários de restrição.
Perspectivas e ações regulatórias
Autoridades britânicas sinalizam apoio aos passageiros e ao setor, trabalhando com fornecedores para manter deslocamentos. A UE afirma que não há evidência de escassez sistêmica, mas monitora o abastecimento e coordena medidas com Estados-membros.
O relatório da AIE também aponta que, se não for possível substituir pelo menos 50% das importações do Oriente Médio, aeroportos selecionados podem enfrentar quedas de operação e mais cancelamentos. A previsão é de resposta com base no cenário mais desfavorável.
Entre na conversa da comunidade