- CNT publicou relatório estimando custo adicional anual da mão de obra entre R$ 11,9 bilhões e R$ 28,2 bilhões com a redução da jornada para quarenta horas semanais.
- O estudo aponta aumentos médios de custo de 8,66% para quarenta horas e 20,53% para trinta e seis horas, refletindo nos valores citados.
- A dispensa líquida de trabalhadores pode ficar entre 42 mil e 84 mil pessoas no setor.
- Em relação ao PIB do setor, a mudança pode provocar queda de aproximadamente 1,3%, o que equivaleria a cerca de R$ 4,8 bilhões por ano.
- O governo enviou ao Congresso o projeto de lei para fim da escala 6 x 1 com implementação imediata, mantendo salários e dois dias de descanso por semana, conforme argumenta pela produtividade.
O fim da escala 6 X 1 pode elevar os custos de mão de obra no setor de transporte entre 11,9 bilhões e 28,2 bilhões de reais por ano, segundo um relatório da CNT, divulgado nesta terça-feira. A instituição também aponta queda no PIB do setor em caso de implementação da jornada de 40 horas semanais.
O estudo, assinado por José Pastore e Paulo Rabello de Castro, estima aumento médio de 8,66% para 40 horas e de 20,53% para 36 horas. A CNT aponta ainda dispensa líquida de 42 mil a 84 mil trabalhadores, conforme o cenário adotado.
Impacto econômico estimado
O relatório projeta uma redução de 1,3% no PIB do setor, equivalente a cerca de 4,8 bilhões de reais ao ano, caso a jornada seja reduzida para 40 horas. O estudo considera efeitos de custos salariais e de produtividade sobre o segmento.
A proposta de redução da jornada foi encaminhada ao Congresso pelo governo, com a manutenção dos salários e dois dias de descanso por semana, segundo o texto apresentado. O Planalto sustenta que ganhos de produtividade compensariam os custos adicionais.
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