- 22 gestoras de fundos de ações, com R$ 85 bilhões sob gestão, participaram do estudo da Empiricus entre 1º e 9 de abril, sobre papéis de commodities e defensivos.
- Sentimento melhorou para petróleo e gás e para metais e mineração; petróleo e gás registrou o terceiro mês seguido de leitura positiva, e metais e mineração teve o primeiro mês positivo desde janeiro.
- Prejuízo de sentimento para papel e celulose e para o setor imobiliário, principalmente em relação à construção civil.
- Alocação em empresas com capitalização acima de R$ 20 bilhões aumentou de 54% para 62%, reforçando a preferência por organizações consolidadas com balanços mais saudáveis.
- Caixa médio caiu para 5,9% e caixa mediano ficou em 5%; a maioria espera manter o caixa nos próximos seis meses; o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, com discurso cauteloso diante da inflação puxada pelo petróleo.
O estudo da Empiricus, que ouviu 22 gestoras de fundos de ações com R$ 85 bilhões sob gestão, mostra que gestores aumentaram a fatia de papéis de commodities defensivos entre 1º e 9 de abril, em resposta ao aumento da aversão ao risco global após a escalada do conflito no Oriente Médio. A estratégia priorizou setores ligados a petróleo, gás e metais.
O sentimento ficou positivo para petróleo e gás, que completaram o terceiro mês seguido de percepção favorável, e para metais e mineração, que tiveram o primeiro mês de leitura positiva desde janeiro. Em contrapartida, houve piora para papel e celulose e para o setor imobiliário, especialmente construção civil.
A composição setorial mudou: antes, utilidades públicas, financeiro e varejo lideravam. Hoje, financeiro corresponde a 41%, utilidades públicas a 23%, e petróleo e gás empata com varejo em 14%. A alocação em empresas com capitalização acima de R$ 20 bilhões subiu de 54% para 62%.
O caixa médio dos portfólios caiu para 5,9%, com o mediano em 5%. Segundo a pesquisa, gestores aproveitaram a desvalorização para realocar capital. A maioria espera manter esse caixa nos próximos seis meses, como termômetro do apetite por risco.
A percepção sobre a bolsa manteve tom positivo, alinhado ao mês anterior, com boa avaliação de que o índice está relativamente barato, ainda que menos pessoas o considerem muito barato.
Em março, a escalada entre EUA e Irã elevou a aversão global a ativos de risco, e o Ibovespa recuou 0,7%. Até o dia 16 deste mês, o índice subiu cerca de 5% e atingiu novos recordes, com sinais de avanços diplomáticos, ainda que sem garantias.
O Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, o primeiro corte em quase dois anos. A decisão veio com cautela, devido à alta do petróleo e à inflação, o que aumenta a incerteza para investimentos.
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