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Governo libera R$ 15 bi em crédito para exportadoras e setores estratégicos

Governo libera R$ 15 bi em crédito para exportadores e setores estratégicos, com prazos de até vinte anos e foco em tarifas externas

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante transmissão de cargo para o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. Palácio do Planalto. Brasília (DF) - Brasil
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  • Governo libera 15 bilhões de reais em crédito via Plano Brasil Soberano, com o BNDES iniciando as linhas em até trinta dias.
  • Linhas direcionadas a três grupos: exportadores atingidos por tarifas dos Estados Unidos; setores de alta tecnologia e transição energética; empresas com ao menos cinco por cento da receita em exportações para o Oriente Médio.
  • Usos previstos: capital de giro, expansão da produção voltada ao mercado externo, aquisição de máquinas e inovação, com prazos variados conforme a operação.
  • Operações diretas com o BNDES: taxas de 0,94% ao mês (investimentos) a 1,28% ao mês (capital de giro). Operações indiretas, via bancos, vão de 1,06% a 1,41% ao mês.
  • Prazos: capital de giro e compra de máquinas até cinco anos (com até 12 meses de carência); investimentos até 20 anos (com até quatro anos de carência); o programa foi apresentado pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin.

O governo federal definiu as regras para acesso a uma nova rodada de crédito destinada à atividade produtiva, com 15 bilhões de reais no âmbito do Plano Brasil Soberano. As condições foram aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional, e o BNDES deve iniciar as linhas em até 30 dias.

A medida visa atender empresas impactadas por tarifas e restrições no mercado externo, reforçar a competitividade das exportações brasileiras e reduzir déficits em setores estratégicos da indústria. O foco é manter a produção e a inserção internacional em cenário de maior rigidez do comércio global.

Aloque de recursos ocorrerá em três grupos: exportadores atingidos por tarifas dos EUA, setores de maior intensidade tecnológica e empresas com presença relevante no Oriente Médio. O objetivo é apoiar capital de giro, expansão externa, aquisição de máquinas e inovação.

Nos termos do crédito, as operações diretas com o BNDES têm taxas a partir de 0,94% ao mês para investimentos e 1,28% para capital de giro de grandes empresas. Micro, pequenas e médias empresas terão 1,17% para giro/exportação e 1,05% para bens de capital.

Nas operações indiretas, via bancos, os encargos variam de 1,06% a 1,41% ao mês, dependendo do tipo de operação. Os prazos vão até 5 anos para giro e aquisição de máquinas, com carência de até 12 meses; projetos de investimento podem chegar a 20 anos, com até 4 anos de carência.

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, ressaltou que o plano apoia empresas afetadas por mudanças no comércio global, incluindo exportação ao Oriente Médio e tarifas dos EUA. A iniciativa busca ainda estimular setores com déficit na balança comercial, como saúde e tecnologia.

O desenho do programa aponta para o uso de crédito direcionado como instrumento para sustentar a atividade industrial e ampliar a inserção brasileira no mercado internacional, em meio a restrições comerciais internacionais.

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