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Guedes critica afrouxamento fiscal do governo Lula e nega entrar na política

Guedes critica afrouxamento fiscal e inflação, nega retorno à política e aposta na vitória da direita em 2026, em evento em São Paulo

O ex-ministro Paulo Guedes (Economia) durante coletiva de imprensa sobre o balanço de final de ano da economia no país (Foto: divulgação)
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  • O ex-ministro Paulo Guedes disse que o afrouxamento fiscal pressiona a inflação, dificultando a redução das taxas de juros.
  • Em evento Corban360 em São Paulo, Guedes afirmou ter “zero chance” de retornar à política.
  • Ele afirmou que a direita é favorita para vencer as eleições presidenciais de 2026, sem mencionar Flávio Bolsonaro.
  • A campanha de Flávio Bolsonaro não deve adotar um porta-voz econômico nos moldes de Guedes, segundo o colunista Flávio Graner.
  • Guedes destacou uma mudança no cenário internacional, com foco em migração e armamento, e disse que conflitos como EUA e Irã devem se arrastar por anos, apontando insatisfação com democracias ocidentais e impacto sobre a classe média.

O ex-ministro da Economia Paulo Guedes criticou o atual desenho da política econômica e o suposto afrouxamento fiscal praticado pelo governo Lula, afirmando que a inflação é pressionada por esse cenário. A fala ocorreu durante o Corban360, em São Paulo.

Guedes sustenta que esse afrouxamento dificulta a adoção de taxas de juros mais baixas. Ele destacou que a dinâmica fiscal atual prejudica o desejado equilíbrio entre inflação, crescimento e juros.

O ex-ministro disse não ter intenção de retornar à vida política, mas apontou a direita como favorita para vencer as eleições presidenciais de 2026. A declaração ocorreu sem mencionar explicitamente o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo o colunista Flávio Graner, a campanha de Flávio Bolsonaro não planeja adotar uma estratégia com um porta-voz econômico do perfil de Guedes, conhecido como o “Posto Ipiranga” de 2018.

Guedes comentou ainda sobre o cenário internacional, destacando uma revisão de postura no Ocidente e o peso crescente de temas como geopolítica, rearmamento e controle migratório no debate público.

Para o economista, esse movimento decorre da insatisfação com o desempenho democrático, especialmente entre a classe média, diante de baixo crescimento e comparação com países como a China.

Ele citou a migração e a defesa como temas relevantes, dizendo que a classe média está sob pressão enquanto a renda dos mais ricos se mantém estável. O diálogo sobre políticas públicas passa a ganhar destaque nesses temas.

Quanto aos conflitos internacionais, Guedes afirmou que tensões como a entre Estados Unidos e Irã devem se arrastar por anos, sem uma solução rápida no curto prazo.

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