- A Instituição Fiscal Independente estima que o conflito no Oriente Médio pode elevar o IPCA em 0,7 a 1 p.p. em 2026.
- Em 2027, o impacto pode ficar entre 0,2 e 0,5 p.p.
- O efeito na atividade econômica é assimétrico entre setores, com viés de efeito negativo.
- A IFI é um órgão de monitoramento das contas públicas ligado ao Senado Federal.
O conflito no Oriente Médio pode ter impacto altista na inflação medida pelo IPCA, segundo estimativas da Instituição Fiscal Independente (IFI). Para 2026, a expectativa varia entre 0,7 e 1 ponto percentual (p.p.). Em 2027, o alcance fica entre 0,2 e 0,5 p.p.
A análise aponta efeito assimétrico entre setores, com maior pressão em alguns itens sensíveis a mudanças no preço de commodities, como petróleo. O efeito tende a reduzir o dinamismo de setores que dependem de insumos importados.
A IFI é um órgão de monitoramento das contas públicas ligado ao Senado Federal e destacou que as estimativas estão sujeitas a incertezas. O estudo considera impactos de choques externos na inflação e no crescimento.
Impacto por setor e horizonte
A instituição destaca que o canal de transmissão envolve prêmios de risco, câmbio e custos de energia, com variações entre atividades econômicas. O resultado primário e a trajetória fiscal podem ser influenciados pela magnitude do choque.
Os números de 2026 e 2027 refletem cenários de maior volatilidade no curto prazo, caso haja persistência de tensões geopolíticas. O relatório reforça a necessidade de monitorar movimentos de preços de petróleo e de moedas.
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