- O Ibovespa fica próximo de 200 mil pontos, atingindo novo patamar com fluxo estrangeiro e exportação de commodities, em meio ao início do ciclo de cortes de juros.
- As tensões no Oriente Médio ajudam o Brasil a se manter entre os emergentes, com o país menos exposto a conflitos diretos.
- Segundo Flávio Conde, da Levante Investimentos, o rali já ocorreu em boa parte, mas ainda existem oportunidades.
- Ele estima que o índice pode chegar a 250 mil pontos até dezembro, com a Selic em torno de 13%, dependendo de fatores como a eleição de outubro e o fim da guerra no Irã.
- O programa Janela de Mercado traz as ações sugeridas por Conde para quem busca valorização e bons dividendos.
O Ibovespa opera próximo de 200 mil pontos, após série de máximas históricas impulsionadas por fluxo estrangeiro. O ambiente externo e interno sustenta o avanço, com o Brasil ganhando espaço entre emergentes e se aproximando do fim de ciclos de queda de juros.
Analistas citam fatores que sustentam o movimento: commodity exports, menor risco político relativo e expectativas de cortes adicionais na taxa Selic. O cenário geopolítico mundial segue como variável-chave para a direção da bolsa brasileira.
No radar de investimento, a leitura é de que ainda há espaço para valorização, mas com retorno condicionado a progresso econômico interno e a clareza sobre cenários eleitorais. Um levantamento do Janela de Mercado aponta possíveis caminhos para o índice até o fim do ano.
Contexto e projeções
Flávio Conde, head de ações da Levante Investimentos, coloca possíveis trajetórias para o Ibovespa, destacando que o rali teve início há anos e pode permanecer ativo. Segundo ele, o mercado já precificou parte dos avanços, criando oportunidades em ativos selecionados.
Conde aponta ainda que o Ibovespa poderia chegar perto de 250 mil pontos com a Selic em patamar elevado, caso haja avanços relevantes no cenário fiscal e político. O desfecho dependente de eleições de outubro e de desfechos na região do Oriente Médio e do Irã.
As perspectivas refletem a combinação de fatores locais, como condições macroeconômicas, com externos, incluindo tensões regionais e fluxos de capitais. O repasse de investimentos estrangeiros continua a sustentar o movimento de alta no curto prazo.
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