- Empresas brasileiras de baterias, lideradas por WEG, Moura e UCB Power, cobram incentivos para contratação de baterias nacionais no primeiro leilão do setor de armazenamento de energia (BESS).
- Propostas vão desde a reserva de parte da demanda para produto nacional até uso de pontuação e linhas de financiamento do BNDES.
- Objetivo é garantir encomendas à indústria local de BESS e evitar que o certame seja dominado por importações, principalmente da China.
- Governo discute regras de conteúdo local, mas não há detalhes sobre percentuais ou como seriam aplicadas.
- Mesmo com custo potencialmente maior, os defensores afirmam que o BESS nacional traria qualidade e apoio à produção e empregos no Brasil.
A indústria brasileira de baterias pediu incentivos ao governo para priorizar o produto nacional no 1º leilão de armazenamento de energia (BESS) no país. O objetivo é evitar que a demanda seja preenchida majoritariamente por importações, muitos vindo da China. As informações são de fontes próximas ao tema.
WEG, Moura e UCB Power lideram o movimento, propondo desde lotes exclusivos até pontuação diferenciada e linhas de financiamento do BNDES para acelerar a nacionalização de componentes. A ideia é manter parte da demanda reservada a baterias produzidas no Brasil.
O leilão de BESS, prometido para este ano, atrai interesse de elétricas como Axia, Engie e ISA Energia, além de fornecedores internacionais. Governo e reguladores estudam regras de conteúdo local, mas detalhes ainda não foram aprovados.
Propostas em debate
As fontes apontam que, no modelo nacional, a importação de células poderia ocorrer, mas o restante do sistema seria nacionalizado, incluindo packs, software de gerenciamento e inversores. A ideia é evitar competição adversa entre nacionais e importados.
Outra linha em estudo é a de criar um produto específico para o BESS brasileiro, separando-o de importados, similar ao que ocorreu no leilão de capacidade de termos em anos anteriores. A depender do formato, uma pontuação pode favorecer o produto nacional.
Há consenso de que o BESS nacional tende a ter custo maior, mas com ganhos em qualidade e segurança. Manufactores internacionais menos consolidados são citados como riscos de preços altos ou falhas de fornecimento.
Para o setor, a continuidade do leilão é crucial para previsibilidade de contratos. Mesmo que haja perdas para empresas nacionais em partes do certame, há expectativa de que o programa avance com regras claras.
WEG já investe no segmento de BESS, com fábrica dedicada em Itajaí (SC) e crédito do BNDES. Moura atua em baterias para veículos e aplicações industriais, enquanto a UCB oferece soluções para telecom e aplicações críticas.
O Ministério da Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior confirma o estudo de conteúdo local, com foco na Nova Indústria Brasil. O objetivo é estimular a cadeia produtiva de baterias e gerar empregos.
A ABSAE, associação do setor, aponta divergências sobre a operacionalização das regras de conteúdo local, mas espera avanços em breve. Mineração, indústria e energia permanecem em diálogo sobre o formato final.
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