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Indústria de baterias brasileira pede incentivo ao produto nacional no 1º leilão

Indústria brasileira de baterias pressiona governo por conteúdo local no primeiro leilão de BESS, propondo lotes exclusivos, pontuação e financiamento do BNDES para evitar domínio de importações

Baterias em uma estação de troca de baterias da fabricante taiwanesa de scooters elétricas Gogoro Inc., em Taipei, Taiwan, em 12 de abril de 2026
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  • Empresas brasileiras de baterias, lideradas por WEG, Moura e UCB Power, cobram incentivos para contratação de baterias nacionais no primeiro leilão do setor de armazenamento de energia (BESS).
  • Propostas vão desde a reserva de parte da demanda para produto nacional até uso de pontuação e linhas de financiamento do BNDES.
  • Objetivo é garantir encomendas à indústria local de BESS e evitar que o certame seja dominado por importações, principalmente da China.
  • Governo discute regras de conteúdo local, mas não há detalhes sobre percentuais ou como seriam aplicadas.
  • Mesmo com custo potencialmente maior, os defensores afirmam que o BESS nacional traria qualidade e apoio à produção e empregos no Brasil.

A indústria brasileira de baterias pediu incentivos ao governo para priorizar o produto nacional no 1º leilão de armazenamento de energia (BESS) no país. O objetivo é evitar que a demanda seja preenchida majoritariamente por importações, muitos vindo da China. As informações são de fontes próximas ao tema.

WEG, Moura e UCB Power lideram o movimento, propondo desde lotes exclusivos até pontuação diferenciada e linhas de financiamento do BNDES para acelerar a nacionalização de componentes. A ideia é manter parte da demanda reservada a baterias produzidas no Brasil.

O leilão de BESS, prometido para este ano, atrai interesse de elétricas como Axia, Engie e ISA Energia, além de fornecedores internacionais. Governo e reguladores estudam regras de conteúdo local, mas detalhes ainda não foram aprovados.

Propostas em debate

As fontes apontam que, no modelo nacional, a importação de células poderia ocorrer, mas o restante do sistema seria nacionalizado, incluindo packs, software de gerenciamento e inversores. A ideia é evitar competição adversa entre nacionais e importados.

Outra linha em estudo é a de criar um produto específico para o BESS brasileiro, separando-o de importados, similar ao que ocorreu no leilão de capacidade de termos em anos anteriores. A depender do formato, uma pontuação pode favorecer o produto nacional.

Há consenso de que o BESS nacional tende a ter custo maior, mas com ganhos em qualidade e segurança. Manufactores internacionais menos consolidados são citados como riscos de preços altos ou falhas de fornecimento.

Para o setor, a continuidade do leilão é crucial para previsibilidade de contratos. Mesmo que haja perdas para empresas nacionais em partes do certame, há expectativa de que o programa avance com regras claras.

WEG já investe no segmento de BESS, com fábrica dedicada em Itajaí (SC) e crédito do BNDES. Moura atua em baterias para veículos e aplicações industriais, enquanto a UCB oferece soluções para telecom e aplicações críticas.

O Ministério da Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior confirma o estudo de conteúdo local, com foco na Nova Indústria Brasil. O objetivo é estimular a cadeia produtiva de baterias e gerar empregos.

A ABSAE, associação do setor, aponta divergências sobre a operacionalização das regras de conteúdo local, mas espera avanços em breve. Mineração, indústria e energia permanecem em diálogo sobre o formato final.

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