- A inteligência artificial generativa tende a impactar desproporcionalmente as mulheres, principalmente em funções de entrada e administrativas.
- A Organização Internacional do Trabalho aponta que 29% das ocupações dominadas por mulheres estão expostas à IA, contra 16% das dominadas por homens.
- Nos cargos de maior risco, a diferença é de 16% versus 3%, mostrando desigualdades estruturais que ampliam o efeito da tecnologia.
- A executiva Vanessa Martins destaca que as mulheres representam cerca de 20% dos profissionais que atuam com IA e são mais afetadas pela automação em funções de entrada, com recortes interseccionais.
- O texto defende ações estruturais de empresas, governos e sociedade para requalificação, inclusão tecnológica e redesenho de oportunidades, frente ao risco de aumento das desigualdades de gênero no mercado de trabalho.
Recentemente, dados levantados por Vanessa Martins, Executiva de RH e Embaixadora do PotencIA, apontam que mulheres, especialmente em funções de entrada, têm maior probabilidade de perder o posto para a inteligência artificial. A constatação surge de análise sobre a IA generativa no mercado de trabalho.
Segundo estudo da Organização Internacional do Trabalho, a IA generativa não atua de forma neutra. A pesquisa mostra que mulheres estão mais expostas a impactos da automação, principalmente em empregos com tarefas rotineiras e estruturadas. O risco varia conforme a ocupação.
A OIT aponta que 29% das funções dominadas por mulheres enfrentam exposição à IA, frente a 16% entre funções dominadas por homens. Nos cargos com maior vulnerabilidade, a diferença fica mais acentuada: 16% versus 3%.
Para Vanessa Martins, hoje as mulheres representam cerca de 20% dos profissionais que atuam com IA. O fenômeno é mais contundente em cargos de entrada, com impactos que se ampliam ao considerar interseções como raça, orientação sexual e contexto socioeconômico.
Ela destaca que capacitar mulheres em IA vai além de ampliar o acesso. O objetivo é promover espaço na nova economia e reduzir o risco de desigualdades crescentes decorrentes da tecnologia.
A executiva ressalta a necessidade de resposta estruturada de empresas, governos e sociedade. Requalificação, inclusão tecnológica e redesenho de oportunidades aparecem como caminhos para mitigar efeitos da automação sobre as mulheres.
O tema ganha ainda maior relevância diante de relatos de freio na diversidade organizacional. A revolução tecnológica em curso transforma cenários de trabalho e exige ações urgentes para uma participação mais ampla de mulheres na nova economia.
Diante do cenário, apelos por políticas públicas e práticas corporativas que promovam igualdade de oportunidades ganham força. A ideia é evitar que avanços tecnológicos ampliem desigualdades existentes no mercado de trabalho.
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