- A Pesquisa Global com Investidores 2025 da PwC mostra que investidores valorizam inovação e IA, com oito em cada dez esperando mais investimentos em P&D e em capital.
- No Brasil, 56% dos investidores querem saber as estratégias de inovação das empresas, ante 47% mundialmente.
- Todos os investidores brasileiros disseram que aumentariam investimentos em empresas que adotam IA em toda a organização; 62% acreditam que IA vai elevar a receita, e 60% apontam redução de custos.
- Os riscos aumentam com a tecnologia: cibersegurança (73% no Brasil; 55% global) e disrupção tecnológica (58% no Brasil; 53% global) são os mais citados; a instabilidade macroeconômica fica em terceiro.
- Sobre o futuro, 56% no Brasil e 61% global apontam a IA como setor com mais investimentos nos próximos três anos; há expectativa de mais fusões e aquisições (82% Brasil) e de mais alianças estratégicas (84% Brasil).
A inovação é apontada como a principal preocupação de investidores brasileiros, segundo a PwC. A “Pesquisa Global com Investidores 2025” ouviu 1.070 participantes em 26 países no fim de 2025. O foco está em IA, P&D e capital.
O estudo mostra que oito em cada dez investidores globais esperam maior aporte em P&D e capital. Entre brasileiros, a demanda por transparência sobre estratégias de inovação é ainda maior, com 56% buscando entender os planos das companhias.
A PwC destaca que a pesquisa revela uma visão de que tecnologia, IA e disrupção tecnológica redefinem modelos de negócios e oportunidades. O documento reforça a necessidade de transformação digital aliada a ações de segurança cibernética.
Investimento em IA e inovação
Entre os respondentes brasileiros, 100% afirmam que aumentariam investimentos em empresas que adotam IA em toda a organização. A expectativa é de que a inovação eleve margens operacionais, com 62% acreditando que IA aumentará a receita e 60% apontando redução de custos como benefício.
Entre os globais, 41% veem aumento de receita pela IA, enquanto 64% citam redução de custos como ganho principal. Os dois grupos destacam que a cibersegurança é o principal risco associado à nova era tecnológica, com 73% no Brasil e 55% no mundo.
Riscos, expectativas e conjuntura
A disrupção tecnológica também aparece como preocupação relevante: 58% dos brasileiros e 53% dos globais destacam esse fator. A instabilidade macroeconômica vem em terceiro lugar para 51% dos brasileiros e 43% dos globais.
Os executivos são lembrados pela PwC como demandando aumento de transformação tecnológica e reforço em cibersegurança, mantendo a agilidade dos modelos de negócio. O relatório associa o crescimento a investimentos constantes em inovação.
No Brasil, a visão de longo prazo sobre o cenário externo é pessimista: 16% esperam crescimento global acima de 2% nos próximos 12 meses, contra 28% entre investidores globais. A maioria prevê estabilidade de até 2%.
Fusões, alianças e capital
Além disso, 56% dos respondentes brasileiros apontam IA como o setor que mais atrairá investimentos nos próximos três anos, à frente de bancos, mercados de capitais e serviços de saúde, empatados em 29%.
Entre as empresas com atuação multissetorial, 75% dos brasileiros acreditam em menor risco de disrupção e crescimento superior, mantendo condições estáveis. A maior parte espera mais fusões e aquisições (82%) e alianças estratégicas (84%).
A pesquisa também aponta expectativa de aumento de investimentos em capital nos próximos três anos: 87% dos investidores brasileiros acreditam em crescimento moderado ou significativo. Os números reforçam o papel da inovação na agenda de investimentos do país.
Entre na conversa da comunidade