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Justiça derruba liminar de petroleiras e libera imposto sobre petróleo

TRF da 2ª Região derruba liminar e restabelece cobrança de imposto de exportação sobre petróleo para grandes petroleiras estrangeiras; governo, empresas e mercado podem sentir impacto

Com a derrubada, volta a valer a cobrança da taxa de 12%, criada pelo governo Lula | REUTERS/Manon Cruz
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  • O Tribunal Regional Federal da 2ª Região derrubou a liminar que suspendia a cobrança do imposto de exportação sobre petróleo para grandes petroleiras estrangeiras no Brasil.
  • Com a decisão, volta a vigorar a taxa de 12% criada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio de medida provisória.
  • A cobrança faz parte de um pacote federal para mitigar os efeitos da alta internacional de petróleo e combustíveis, influenciada por tensões no Oriente Médio.
  • Empresas como Shell, TotalEnergies, Equinor, Petrogal e Repsol Sinopec atuam no Brasil e haviam conseguido suspender a cobrança na Justiça.
  • Em fevereiro, as petroleiras produziram cerca de 791 mil barris por dia (aprox. 20% da produção nacional), enquanto o Brasil registrou produção diária de quase 4 milhões de barris; decisão pode aumentar custos, arrecadação e impactos no setor, e há recurso previsto para a próxima semana.

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região derrubou a liminar que suspendia a cobrança do imposto de exportação sobre o petróleo para grandes petroleiras estrangeiras atuantes no Brasil. A decisão, divulgada nesta sexta-feira (17), restabelece a cobrança de 12% por meio de medida provisória.

A taxação integra um conjunto de medidas do governo federal para mitigar os impactos da alta internacional de petróleo e combustíveis, provocada por tensões no Oriente Médio. A Justiça havia suspendido temporariamente o tributo.

As empresas impactadas pela decisão incluem Shell, TotalEnergies, Equinor, Petrogal e Repsol Sinopec, entre as maiores produtoras estrangeiras atuantes no país. Elas produziam cerca de 791 mil barris/dia em fevereiro, cerca de 20% da produção nacional, segundo a ANP.

No período, o Brasil registrou produção média de aproximadamente 4 milhões de barris/dia, marca recorde histórica. A volta da cobrança pode elevar custos para as petroleiras e impactar receitas públicas.

Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo, afirmou que o instituto e as empresas vão analisar a decisão e devem recorrer a instâncias superiores. O recurso pode ser apresentado já na próxima semana.

Com a retomada da cobrança, o imposto passa a valer de imediato. A medida pode influenciar preços, investimentos e planejamento do setor, além de potencialmente alterar a arrecadação federal.

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