- Perícia oficial determinada pela Justiça, conduzida pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP), pode confirmar a fraude no sorteio de 2010 da Mega-Sena de Fontoura Xavier.
- O valor atualizado do prêmio pode chegar a até R$ 500 milhões, segundo o advogado que representa os apostadores lesados.
- O prêmio original foi de R$ 119 milhões; um empresário local sacou o dinheiro após alegação de bolão, e a denúncia inicial não foi oferecida pelo Ministério Público.
- Em dezoito anos de disputa, dois dos onze apostadores originais já morreram; a defesa aponta que o montante já supera R$ 300 milhões.
- Caso haja confirmação da fraude, a defesa pretende responsabilizar o empresário, a Caixa Econômica Federal e outros possíveis facilitadores; o laudo do IGP deve ficar pronto em até 30 dias após recebimento dos documentos.
O caso do prêmio da Mega-Sena de Fontoura Xavier entra em nova fase após ordem judicial para a realização de perícia oficial. O objetivo é confirmar a eventual fraude no sorteio de 2010, segundo o advogado Jean Severo, que representa o grupo de apostadores lesados. A expectativa é que o laudo possa permitir a recuperação do prêmio, hoje estimado em até meio bilhão de reais com juros.
O prêmio original era de R$ 119 milhões. Um grupo de apostadores afirmou ter realizado um bolão, mas o valor foi sacado individualmente por um empresário da cidade. A Polícia Civil chegou a indiciar o suspeito, mas o Ministério Público não apresentou denúncia na época. Agora, a defesa recorre a uma perícia do IGP para fundamentar o pedido.
Ao longo de mais de 15 anos, o processo acumula impactos para os envolvidos e para as famílias dos 11 apostadores originais. Dois deles já morreram, incluindo uma vítima de câncer. O advogado estima que o montante atualizado já supera os R$ 300 milhões, podendo chegar a R$ 500 milhões conforme critérios de correção.
Caso o IGP confirme a fraude, a defesa planeja acionar o empresário responsável pelo saque, além da Caixa Econômica Federal e demais agentes que possam ter contribuído para o esquema, direta ou indiretamente. A responsabilização abrangeria envolvidos no processo de distribuição do prêmio.
A expectativa é de que o laudo seja concluído em até 30 dias após o recebimento de todos os documentos necessários. Para os apostadores e herdeiros, o resultado representa uma etapa crucial na busca por justiça em um dos casos de loteria mais polêmicos do Rio Grande do Sul.
Perícia do IGP pode confirmar fraude
A conclusão do laudo deve nortear o andamento processual. Se confirmado, o próximo passo envolve a execução e a restituição dos valores aos lesados, conforme o parecer técnico. A defesa afirma que a análise técnica é essencial para esclarecer responsabilidades. O tribunal acompanha o desenrolar do processo com atenção.
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