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Produtividade brasileira avança pouco e de forma concentrada na agropecuária; reformas são essenciais para sustentar crescimento

O aumento da produtividade não é apenas baixo, mas muito concentrado. A maior parte vem da agropecuária (VEJA.com/VEJA)
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  • Entre 2022 e 2025, o Brasil cresceu em média 3% ao ano, com a maior parte do ganho vindo da queda da taxa de desemprego (de 13,5% em 2021 para 5,9% em 2025).
  • A população em idade de trabalhar vem crescendo pouco, cerca de 0,7% ao ano, o que restringe novas contratações sem ganhos de produtividade.
  • A produtividade média (PIB por hora trabalhada) avançou apenas 0,17% ao ano de 2012 a 2025, com aceleração recente para 0,4% nos dois últimos anos.
  • O crescimento da produtividade hoje é muito concentrado na agropecuária; setores como a indústria de transformação apresentam queda de produtividade.
  • As reformas sugeridas apontam para maior integração comercial, melhoria do capital humano e redução de distorções regulatórias para ampliar ganhos de produtividade e evitar dependência de composição de emprego.

O Brasil manteve um ritmo de expansão do PIB entre 2022 e 2025 de 3% ao ano, segundo estudo. O crescimento não é explosivo para economias emergentes, mas supera a média pós-crise de 2014-2016 e da pandemia. Ainda assim, avançar muito mais depende da produtividade, não apenas do emprego.

A maior parte do ganho de produção veio da agropecuária, conforme aponta o relatório. Ao mesmo tempo, a produtividade em setores como indústria de transformação tem mostrado queda ou desempenho abaixo da média. A evolução do PIB por hora trabalhada ficou em 0,17% ao ano entre 2012 e 2025.

Segundo o Relatório de Política Monetária do Banco Central, a situação é ainda mais desfavorável. O aumento da produtividade é pouco distribuído entre setores e, no agregado, depende principalmente do maior número de pessoas em atividades com alta produtividade. Ganhos internos por setor são limitados.

O padrão sugere desafios estruturais na economia. Estudos do CDPP indicam que fatores como proteção regulatória, difusão tecnológica restrita e distorções regulatórias mantêm capital e mão de obra em usos menos eficientes. A agenda de políticas públicas aponta para reformas que aumentem integração comercial, qualificação de trabalhadores e redução de distorções que favorecem grupos de interesse.

Para o CDPP, manter o ritmo de crescimento sem diretrizes claras de melhoria da produtividade pode levar a ganhos mais lentos no longo prazo. A partir de evidências recentes, a necessidade é por maior difusão tecnológica, maior eficiência no uso de recursos e mudanças regulatórias que permitam maior participação de empresas mais produtivas na economia.

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