- A Justiça de São Paulo concedeu liminar à Oncoclínicas para suspender cláusulas que adiantam o vencimento de dívidas indicadas pela companhia.
- A liminar também suspende a exigibilidade de obrigações associadas a instrumentos financeiros e a instituições mencionadas na ação, conforme comunicado à CVM.
- A empresa informou que a medida busca um ambiente administrativo e financeiro estável para permitir mediação e negociação com credores sem interromper as atividades.
- O conselho aprovou uma proposta de operação de crédito com Mak Capital e Lumina, entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões, para viabilizar a compra de medicamentos pela Oncoclínicas junto à OncoProd.
- A Oncoclínicas enfrenta um passivo de R$ 3,1 bilhões e alavancagem de 4,3 vezes a dívida líquida versus EBITDA; Porto e Fleury saíram das negociações de reestruturação neste mês.
A Justiça de São Paulo concedeu uma liminar a favor da Oncoclínicas, suspendendo cláusulas que prevêem vencimento antecipado de dívidas indicadas pela empresa. A decisão foi divulgada pela companhia na sexta-feira, 17.
A medida também interrompe a exigibilidade de obrigações relacionadas a instrumentos financeiros e a instituições citadas na ação, segundo a própria Oncoclínicas. A empresa informou que acionará as medidas judiciais para manter a operação estável.
Durante a semana, a empresa já havia confirmado a entrada da ação e ressaltou o objetivo de manter ambiente administrativo e financeiro organizado, facilitando mediação com credores sem interrupção das atividades.
Detalhes da liminar
A Oncoclínicas afirmou que pretende conduzir negociações com credores sem alterações na condução dos negócios, diante do cenário macroeconômico desafiador. A liminar visa evitar impactos na operação da rede de oncologia.
Nesta semana, o conselho de administração aprovou uma proposta de crédito apresentada pela Mak Capital e pela Lumina, com aporte entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões, conforme garantias disponíveis.
O dinheiro pode financiar a compra de medicamentos pela Oncoclínicas junto à OncoProd, mantendo a geração de receitas e a continuidade da cadeia de fornecimento.
Porto e Fleury deixaram as negociações de um eventual investimento para reestruturar a empresa, citando fragilidade financeira e dificuldades de renegociação da dívida.
A Oncoclínicas tem passivo estimado em R$ 3,1 bilhões e alavancagem de 4,3 vezes a relação dívida líquida/Ebitda, segundo informações divulgadas pela companhia.
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