- O ouro subiu após o Irã anunciar a reabertura do Estreito de Ormuz, passagem de cerca de 20% do petróleo global.
- Os juros futuros nos Estados Unidos caíram, tornando o ouro mais atrativo como proteção.
- Contratos futuros com entrega em junho na NYMEX avançaram 1,76%, para US$ 4.893,10, com ganho semanal de 2,73%.
- Ainda assim, o preço está abaixo da máxima de fechamento do ano, por volta de US$ 5.300 em janeiro, após forte volatilidade desde o início do conflito no Oriente Médio.
- Analistas apontam que a alta reflete busca por segurança, mas falas de dirigentes do Federal Reserve sobre cortes de juros podem limitar ganhos no curto prazo.
Ouro sobe com a reabertura do Estreito de Ormuz e recuo dos juros nos EUA. O anúncio elevou a atratividade do metal, ainda sob o efeito de volatilidade desde o início da guerra. O movimento ocorre em meio a incertezas geopolíticas e a mudanças na política monetária.
Contratos futuros com entrega em junho, negociados na NYMEX, avançaram 1,76% para US$ 4.893,10 a onça. Na semana, o ganho é de 2,73%. O ouro se recupera após a maior queda desde 2008 em março, porém permanece abaixo das máximas de janeiro.
A recuperação acontece em meio a um ambiente de cautela global, com investidores alternando entre ativos de risco e defensivos. Mesmo com alívio nas tensões, o metal mantém-se como proteção de valor, segundo Mauriciano Cavalcante, da Ourominas.
Por ora, o desempenho internacional depende de sinais sobre cortes de juros nos EUA.Comentários de dirigentes do Fed sobre revisões nesses cortes podem limitar ganhos do ouro no curto prazo. A leitura de clima macro segue incerta.
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