- O Irã anunciou a reabertura do estreito de Ormuz, e o petróleo caiu 10,4%, cotado a US$ 89 por barril.
- O mercado mostrou apetite ao risco, com a possibilidade de os conflitos se aproximarem do fim.
- O estrategista Bruno Komura afirmou que a abertura para todas as embarcações pode dissipar a tensão e, se houver novas negociações neste fim de semana, os EUA podem encerrar o bloqueio.
- Mesmo com a recente queda, ele acredita que o petróleo não deve retornar ao patamar pré-guerra, devendo ficar acima de US$ 71 por barril.
- O dólar caiu 0,6%, cotado a R$ 4,9611, com expectativa de buscar R$ 4,80 no curto prazo.
O Irã anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz para embarcações comerciais, o que levou o petróleo a recuar 10,4%, para US$ 89 o barril. O movimento reflete um apetite ao risco no mercado e a percepção de que o conflito pode ter seu desfecho próximo.
Analistas destacam que a passagem pelo estreito, que fica entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, tende a reduzir tensões regionais caso o Irã mantenha a decisão. O mercado espera novas negociações neste fim de semana, com a possibilidade de interromper o bloqueio se houver progressos.
Bruno Komura, estrategista da S4 Consultoria, aponta que a abertura para todas as embarcações comerciais sugere dissipação da tensão e explicaria a queda expressiva no petróleo. Contudo, ele ressalta que o preço não deve retornar aos níveis pré-guerra, estimando estabilidade superior a US$ 71 por barril.
No mercado cambial, o dólar opera em baixa de 0,6%, situando-se a R$ 4,9611. A previsão de curto prazo é de desvalorização adicional, com referência a buscar a região de R$ 4,80.
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