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Preço do diesel: formação e impacto da guerra nos postos brasileiros

Após a guerra, 98% do aumento do diesel vem de refinarias/importadoras, elevando o litro para R$ 7,58, frente a R$ 6,10 antes do conflito

Painel do MME mostra série histórica do preço médio do diesel. A fonte dos dados é a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP).
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  • O preço médio do diesel subiu de R$ 6,10, em 21 de fevereiro, para R$ 7,58, devido principalmente ao custo do diesel A adquirido por distribuidoras e à margem de distribuição.
  • O diesel A responde por cerca de 61% do preço final; o biodiesel representa cerca de 11% (R$ 0,75) e os tributos estaduais por 1,17, totalizando o valor atual de R$ 7,58.
  • Em relação a 21 de fevereiro, o componente que mais pesou foi o diesel A, que aumentou R$ 1,83 (65%), enquanto a margem de distribuição/revenda subiu apenas R$ 0,03.
  • O governo informou que impostos federais caíram de 32 centavos para 2 centavos por litro, e o biodiesel ficou 9% mais barato, mas o custo externo elevou o preço final.
  • A formação do preço também depende da importação de diesel, que hoje varia entre 25% e 30% do total consumido no Brasil, e de fatores de oferta global ligados à guerra no Oriente Médio.

O preço do diesel no Brasil subiu desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã, com impacto relevante na bomba de combustíveis. O valor médio do litro saltou de R$ 6,10 para R$ 7,58, segundo painel do MME com dados da ANP e da Esalq/USP.

A variação foi puxada principalmente pelo diesel A, o petróleo importado e o custo de importação. A queda de impostos federais também influenciou, mas o frete e a margem de distribuição continuam compondo boa parte do valor final ao consumidor.

A diferença entre o período pré-guerra e o atual evidencia o peso dos choques externos na formação do preço. O mercado reagiu com ajustes de oferta, influenciados pela alta do barril e pela necessidade de suprir a demanda interna com diesel importado.

Composição do preço atual

O preço de referência atual é de 7,58 por litro, distribuído entre diesel A, biodiesel, tributos e margens. Diesel A representa a maior fatia, seguido por tributos estaduais e pela margem de distribuição.

Diesel A: 4,64

Biodiesel: 0,75

Tributos federais: 0,02

Tributo estadual: 1,17

Margem de distribuição + revenda: 1,00

Total: 7,58

Fatores que elevam o valor

A maior parte do custo é do diesel A, impactado pela alta do barril no mercado mundial e pela necessidade de importação parcial. A parcela de biodiesel trouxe redução em relação ao passado, mas os tributos estaduais mantêm peso relevante.

Especificamente, o diesel comprado pelas distribuidoras subiu quase 1,83 no último intervalo, respondendo por quase toda a alta. Distribuidores e revendedores somam cerca de 3 centavos do aumento total.

Panorama anterior à crise

Na semana anterior ao conflito, com preço de referência de 6,10, o diesel A respondia por aproximadamente 46% do valor. O tributo estadual e a margem de distribuição também tinham peso expressivo na composição.

Em março, a decisão presidencial de zerar parte de tributos sobre importação e comercialização do diesel ajudou a conter aumentos. Sem essa medida, o preço poderia estar próximo de 8 reais por litro.

Contexto de oferta e demanda

A guerra afetou o fornecimento mundial ao reduzir a oferta de diesel, elevando o preço do barril. O petróleo voltou a oscilar, com recentes quedas após sinalizações de reabertura de rotas. A demanda interna no Brasil segue alta em relação à capacidade de refino local.

Fontes oficiais citadas: ANP, Esalq/USP, Ministério de Minas e Energia (MME). O conjunto de dados mostra que o choque externo explica grande parte da elevação recente.

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