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Seguro para embarques petrolíferos é maior desafio, diz ministro saudita

Seguro para embarques petrolíferos é o maior desafio, diz ministro saudita, pois seguradoras ainda não retomam a cobertura durante a desescalada

Mohammed Al-Jadaan, ministro das Finanças da Arabia Saudita — Foto: Foto: Divulgação
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  • O ministro das Finanças da Arábia Saudita, Mohammed Al-Jadaan, disse que a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã facilitará a retomada dos embarques de petróleo, mas a região permanece frágil até uma desescalada duradoura.
  • Alguns países podem aumentar rapidamente a produção; outros precisarão de mais tempo, conforme o dano sofrido.
  • O maior desafio não é a capacidade de produção, e sim as seguradoras aceitarem cobrir os embarques.
  • O cessar-fogo atual vence em poucos dias; há expectativa de prorrogação para permitir desescalada, sob o risco de seguradoras e proprietários de petroleiros retraírem.
  • A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou que as notícias reduzem a ansiedade, mas não a eliminam, mantendo a projeção de crescimento global de 2% para 2026; FMI e Banco Mundial vão discutir soluções para os países mais vulneráveis na próxima semana.

O ministro das Finanças da Arábia Saudita, Mohammed Al-Jadaan, disse durante as reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial, em Washington, que recebeu com cautela a notícia de que o Irã reabrirá o Estreito de Ormuz. A expectativa é de retomada dos embarques de petróleo, mas a situação no Oriente Médio segue frágil até uma desescalada duradoura.

Al-Jadaan destacou que alguns países podem ampliar rapidamente a produção, enquanto outros ainda sofrerão com danos persistentes. O principal desafio, afirmou, é a cobertura de seguros para os embarques, não apenas o aumento da produção.

Deslocamento e desescalada

O ministro informou que o cessar-fogo atual deve expirar em poucos dias e espera sua prorrogação para viabilizar a desescalada. Sem acordo de cessar hostilidades, acredita que seguradoras e proprietários de petroleiros manterão cautela.

Contexto do mercado e impactos

As declarações ocorreram em meio a tensões que reduziram temporariamente o tráfego no Estreito de Ormuz, eixo por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. O Irã afirmou que o estreito permanecerá aberto durante o acordo de cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano.

Perspectivas internacionais

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, avaliou que as notícias ajudam a reduzir a ansiedade, mas não removem os riscos. Ela reiterou que o choque de oferta decorrente do conflito representa uma ameaça à economia global, com impactos persistentes na infraestrutura e no fornecimento.

Cooperação entre instituições

Georgieva acrescentou que cerca de uma dúzia de países pode buscar novos programas do FMI, enquanto cinco a oito já com programas existentes podem solicitar recursos adicionais. O FMI e o Banco Mundial devem discutir soluções para as nações mais vulneráveis na próxima semana.

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