- A transformação digital altera a governança, a gestão de riscos e as decisões estratégicas, com foco em continuidade de negócios e segurança da informação.
- Executivas discutem como equilibrar inovação tecnológica, gestão de riscos e uso estratégico de dados no contexto da digitalização.
- O risco digital ganha relevância nas decisões de conselho, refletindo maior dependência de plataformas e aumento de incidentes.
- Falhas tecnológicas podem impactar financeira, operacional e a credibilidade das marcas, exigindo monitoramento de riscos e da cadeia de fornecedores.
- A governança de dados e a adoção de inteligência artificial exigem maturidade setorial, com foco na qualidade de dados e em datalakes confiáveis.
A transformação digital altera a forma como as empresas estruturam seus processos, gerenciam riscos e definem decisões estratégicas. Governança tecnológica, segurança da informação e continuidade de negócios ganham destaque nas pautas de executivos e conselhos.
O quinto episódio da segunda temporada do programa Conexão Segura reuniu as executivas Josilda Saad e Samantha Martins para debater inovação, risco e uso estratégico de dados em um ambiente cada vez mais digital.
A discussão destacou que gestão de riscos precisa sair do campo regulatório e virar elemento de desenho de projetos digitais. Engenheiros já planejam falhas antes de lançar plataformas com inteligência artificial.
Continuidade de negócios e gestão de riscos na transformação digital
Josilda Saad ressaltou que avaliação de vulnerabilidades deve integrar o planejamento de novos projetos, não apenas cumprir exigências. O raciocínio analítico de engenharia deve guiar soluções tecnológicas.
Maturidade digital e o papel do conselho nas decisões tecnológicas
A executiva observou que o risco digital ganhou relevância nas decisões estratégicas. Aceptamos que incidentes cibernéticos aparecem com frequência em matrizes de risco atuais.
Esse movimento acompanha o aumento de incidentes digitais e a dependência de plataformas para manter operações, cadeias produtivas e relação com clientes.
> A visão de Saad reforça a comparação com o design de aeronaves, onde riscos são mapeados meses ou anos antes do lançamento.
Impactos financeiros, operacionais e reputacionais
Falhas técnicas podem gerar impactos para além de perdas financeiras. Interrupções em plataformas digitais afetam operações críticas e a credibilidade de marcas.
A análise de risco deve considerar efeitos operacionais e reputacionais que comprometem a continuidade dos negócios, além do impacto econômico direto.
> Saad ressaltou que nenhuma empresa está 100% protegida e que vulnerabilidades persistem em algum ponto da infraestrutura.
Cadeia de fornecedores e risco de terceiros
A conversa destacou a exposição a riscos de parceiros e fornecedores. Cadeias interconectadas elevam a necessidade de monitoramento contínuo da segurança na cadeia de suprimentos.
A gestão de risco deve incluir avaliação de práticas de segurança e planos de contingência para falhas externas, reforçando a resiliência corporativa.
Governança de dados e adoção da inteligência artificial
Samantha Martins abordou a governança de dados e a adoção de IA, observando que a maturidade digital varia entre as áreas. Iniciativas de IA e automação devem respeitar a capacidade de absorção de cada área.
Martins destacou a necessidade de alinhar tecnologias a controles adequados, evitando usos inadequados ou descoordenados.
Qualidade dos dados como base da transformação digital
A executiva enfatizou que a qualidade da informação é decisiva para projetos baseados em dados. Estruturar repositórios confiáveis e governança sólida facilita a implementação.
Ela apontou datalakes e modelos de governança como prioridades, começando por finanças, marketing e operações comerciais.
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