- Em janeiro a março de 2026, as vagas no modelo pessoa jurídica (PJ) cresceram 19% frente ao mesmo período de 2025, passando de 11.531 para 13.751 oportunidades.
- As vagas com carteira assinada (CLT) permaneceram estáveis e seguiram na liderança de oportunidades no mesmo intervalo.
- Os dados da Catho convergem com o saldo positivo de 255 mil empregos formais registrado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) em fevereiro.
- Patricia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil, diz que o movimento PJ reflete busca por remuneração líquida maior, diversificação de renda e maior autonomia, mas a CLT continua importante para muitos trabalhadores.
- A Catho aponta que a adoção do PJ é motivada tanto pela preferência de profissionais por formatos de vínculo quanto pela decisão de empresas de adotarem modelos híbridos, com custos mais eficientes e acesso a talentos especializados.
O mercado de trabalho brasileiro mostrou avanços no modelo de contratação PJ no início de 2026. Dados da Catho indicam aumento relevante nas vagas com pessoa jurídica nos três primeiros meses do ano frente ao mesmo período de 2025. O crescimento acelerou, refletindo novas dinâmicas laborais.
Entre janeiro e março de 2026, o total de anúncios para vagas no modelo PJ passou de 11.531 para 13.751, um aumento de 19%. O ritmo ocorreu mesmo com a CLT mantendo a dianteira em número de oportunidades nesse intervalo.
As vagas com carteira assinada (CLT) permaneceram estáveis e continuam liderando em量 de oportunidades nesse período, sinalizando equilíbrio entre os regimes de contratação. O cenário coincide com dados do Caged, que apontam saldo positivo de 255 mil empregos formais em fevereiro.
A Catho observa que o avanço do PJ ocorre num contexto mais amplo do mercado de trabalho. O movimento é atribuído a interesses de remuneração líquida maior, diversificação de fontes de renda e autonomia na gestão de carreira.
Para a empresa, a adoção do PJ também vem acompanhada de estratégias híbridas por parte das organizações. Empresas buscam reduzir custos, ganhar agilidade e ampliar o acesso a talentos especializados.
Segundo a Catho, a escolha pelo regime depende de fatores individuais e de planejamento profissional. Profissionais avaliam objetivos de carreira, benefícios, previsibilidade e questões tributárias ao optar pelo vínculo.
O Caged e a Catho destacam que a mudança não elimina a demanda pela estabilidade da CLT. Em muitos setores, as duas formas coexistem, com empresas ajustando modelos conforme necessidades operacionais e de talento.
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