- A Vale informou produção de minério de 69,7 milhões de toneladas no 1º trimestre, alta de 3% versus o mesmo período do ano anterior, em linha com recordes para o início do ano.
- O desempenho ficou puxado pela divisão de metais básicos, que deve sustentar resultados mesmo com a sazonalidade do minério de ferro.
- O Sistema Sudeste, com as minas de Capanema e Brucutu, foi essencial para contrabalançar menor disponibilidade no Sistema Norte e impactos climáticos; o prêmio de qualidade das pelotas subiu para US$ 6,20 por tonelada.
- Revisões de EBITDA apontam melhora: XP estima US$ 4,2 bilhões, Itaú BBA US$ 4,06 bilhões e Bradesco BBI US$ 3,9 bilhões.
- Recomendações permanecem majoritárias de compra, com alvos de até R$ 102 (Bradesco BBI) e US$ 19,50 (Itaú BBA); a XP mantém posição neutra, citando que o papel já embute preço do minério acima do spot. Os resultados são divulgados no dia 28.
A Vale (VALE3) elevou a produção e as vendas no primeiro trimestre, com destaque para a melhora dos preços médios praticados. A divulgação completa dos números ocorre nesta semana, com os resultados sendo acompanhados de perto pelo mercado.
Analistas de Citi, Itaú BBA, Bradesco BBI, XP e J.P. Morgan destacam a resiliência da mineradora diante da sazonalidade do minério de ferro, impulsionada pela divisão de metais básicos. A produção de minério atingiu 69,7 milhões de toneladas, alta de 3% ante o mesmo período do ano anterior.
Destaques operacionais e projeções
O Sistema Sudeste, com minas como Capanema e Brucutu, foi apontado como crucial para compensar a menor disponibilidade no Sistema Norte e fatores climáticos. Mesmo com preços de pelotas abaixo do esperado, o prêmio de qualidade subiu para US$ 6,20 por tonelada, e o remanejamento estratégico manteve as projeções anuais estáveis, segundo fontes de mercado.
Com esse impulso, as estimativas de Ebitda para o trimestre passaram por revisões de alta: XP aponta US$ 4,2 bilhões, Itaú BBA US$ 4,06 bilhões e Bradesco BBI US$ 3,9 bilhões. As recomendações permanecem majoritariamente de compra, com preços-alvo próximos a R$ 102 (Bradesco BBI) e US$ 19,50 (Itaú BBA); a XP mantém postura neutra por considerar o minério já precificado acima do atual nível de mercado.
O consenso geral é de que o começo de 2024, para a Vale, foi marcado por um desempenho operacional sólido e previsível, ajudando a compensar a volatilidade típica do setor, apontam as avaliações.
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