- O Brasil ganhou 7,2 quilômetros de trilhos urbanos no último ano, totalizando 1.144,7 quilômetros.
- O total de passageiros transportados em 2025 foi de 2,59 bilhões, 0,8% acima de 2024.
- Em 2019, antes da pandemia, foram transportados 3,2 bilhões de passageiros.
- Entre 2022 e 2025 a expansão foi de apenas 37 quilômetros, sinalizando desaceleração do setor.
- São Paulo lidera com 396,9 quilômetros de trilhos, seguido pelo Rio de Janeiro com 285,9 quilômetros; trens urbanos correspondem a 46,8% do total, metrôs 27,1%, VLTs 24,8% e monotrilho 1,3%.
O Brasil ganhou apenas 7,2 quilômetros de trilhos urbanos em um ano, segundo balanço de 2025 da ANPTrilhos. O país soma 1.144,7 quilômetros de extensão em redes metroferroviárias, frente a 1.137,5 km em 2024. A base são trechos de metrôs, trens urbanos e VLTs.
O total de passageiros transportados atingiu 2,59 bilhões no ano, registro 0,8% superior ao de 2024. O crescimento ficou abaixo do observado no ano anterior, quando houve alta de 3,5%.
Foi um período de desaceleração após a pandemia. Em 2019, antes da Covid-19, o setor movimentou 3,2 bilhões de passageiros. Entre 2022 e 2025, a expansão acumulada foi de apenas 37 quilômetros, contrastando com 103,8 quilômetros entre 2016 e 2019.
Distribuição por tipo de operação
Entre os estados, São Paulo concentra 396,9 quilômetros, seguido pelo Rio de Janeiro, com 285,9 km. Os trens urbanos representam 46,8% da malha (536,1 km), os metrôs 27,1% (310,8 km) e os VLTs somam 283,4 quilômetros, ou 24,8%. Monotrilho soma 14,5 km (1,3%).
Ana Patrizia Lira, diretora-presidente da ANPTrilhos, afirmou que o cenário de menor crescimento tende a persistir sem novas políticas públicas ou ampliação de quilômetros de trilhos. A dirigente destacou a necessidade de ações para ampliar a circulação de passageiros, especialmente em ano eleitoral.
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