- O CEO da Scale AI, Jason Droege, afirma que líderes de empresas de tecnologia usam a IA como desculpa para demitir funcionários.
- A Challenger, Gray & Christmas aponta que cerca de 30 mil demissões já foram atribuídas à IA neste ano, com quase 55 mil cortes nos EUA em 2025.
- Droege diz que a IA ainda é pouco confiável para decisões financeiras importantes e que os cortes seriam redimensionamentos, não substituições por bots.
- Segundo ele, os profissionais mais vulneráveis são aqueles que não se atualizam nem aprendem a usar IA de forma adequada em suas funções.
- Grandes nomes já sinalizaram cortes ligados à IA, como Evan Spiegel (Snap), e empresas como Oracle, Meta, Crypto.com e Atlassian; o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, diz que quem souber usar IA pode tirar empregos dos outros.
O CEO de Scale AI afirmou que empresas de tecnologia usam a IA como desculpa para demitir. Segundo Jason Droege, executivos promovem cortes sob esse pretexto, em vez de considerar um simples redimensionamento. A declaração ocorreu durante a conferência Semafor World Economy, na quinta-feira (16).
Ele disse que a IA ainda não é confiável para decisões financeiras complexas e que o temor de um apocalipse no mercado de trabalho é exagerado. O foco, para ele, deve ser o treinamento de funcionários na utilização da IA em suas funções.
Droege destacou que os profissionais que não se atualizam tendem a sofrer com as demissões, não por substituição total por máquinas, mas pela necessidade de readequação das equipes. A leitura é que a IA amplifica a eficiência, não elimina toda a função humana.
Demissões na era da IA
Dados da Challenger, Gray & Christmas indicam que cerca de 30 mil demissões já foram atribuídas à IA neste ano. Em 2025, a tecnologia foi ligada a quase 55 mil cortes no total, especialmente nos EUA. O quadro é observado com cautela pelos mercados.
O debate sobre o impacto da IA ganhou força após declarações de líderes de tecnologia sobre reduções de quadro. Executivos de grandes empresas mencionaram a IA como fator para reduzir equipes humanas, mantendo o funcionamento com menos pessoas.
Entre as ações anunciadas, Snap comunicou a demissão de cerca de 1.000 funcionários devido aos avanços em IA. No mês anterior, Oracle, Meta, Crypto.com e Atlassian também anunciaram cortes de pessoal atribuídos à tecnologia.
Cargos mais suscetíveis
Analistas apontam que funções de média gestão e áreas corporativas estão entre as mais vulneráveis. O discurso corporativo ressalta a necessidade de realocar recursos para projetos de IA.
Empresários enfatizam que a IA pode reduzir a necessidade de liderança intermediária ao automatizar parte das tarefas gerenciais. Estudos de mercado destacam que a transição envolve reposicionamento de equipes e requalificação profissional.
Com o avanço da IA, companhias têm redirecionado orçamentos para investimentos em tecnologia. O efeito observado é a substituição parcial de funções humanas por soluções automatizadas.
Contexto e repercussão
Especialistas ressaltam que a adoção da IA não elimina empregos de forma imediata, mas altera perfis e requisitos. O tema permanece central em debates sobre produtividade e competitividade.
Analistas de mercado avaliam que a conversa sobre demissões está ligada a estratégias corporativas de curto prazo e à necessidade de acelerar a implementação de IA. A discussão continua sem um consenso definitivo.
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