- O total de comunicações de operações suspeitas ao Coaf subiu 382% entre 2020 e 2025, passando de 248.878 para 1.199.644.
- A série histórica indica que o volume saiu da faixa de centenas de milhares para a casa de milhões a partir de 2020, com aceleração pela digitalização e novos meios de pagamento.
- O Banco Central atribui o aumento ao aperfeiçoamento dos mecanismos de monitoramento, com investimentos em tecnologia e análise de dados que ampliaram a detecção.
- O BC diz não haver evidência de relação direta com o Pix nem mudanças regulatórias relevantes no período que expliquem sozinho o crescimento, e não faz avaliação apenas pelo volume.
- Em 2026 (até 1° de abril), foram registradas 345.620 comunicações; o Coaf não comentou os dados.
A quantidade de comunicações de operações suspeitas enviadas ao Coaf pelos bancos teve valorização expressiva nos últimos cinco anos. Dados do Conselho apontam crescimento de 382% no período, com salto de 248,9 mil em 2020 para 1,2 milhão em 2025. O salto acompanha a digitalização do sistema financeiro e a expansão de novos meios de pagamento.
O Banco Central atribui o aumento ao aperfeiçoamento dos mecanismos de monitoramento nas instituições. Investimentos em tecnologia e análise de dados ampliaram a capacidade de detecção, aumentando o fluxo de comunicações ao Coaf. O BC ressalta que não há relação comprovada com Pix nem mudanças regulatórias específicas.
As comunicações ao Coaf estão previstas em regras de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Instituições financeiras e setores obrigados reportam movimentações atípicas para instransferência de recursos e vigilância de atividades suspeitas.
Entre 2020 e 2026, as cifras chegam a: 2020, 248.878; 2021, 437.192; 2022, 703.745; 2023, 990.507; 2024, 1.164.960; 2025, 1.199.644; 2026 (até 1° de abril), 345.620. O Coaf, porém, não avalia o fenômeno apenas pelo volume.
O órgão informou que não realiza prognósticos ou conclusões com base apenas no quantitativo. A avaliação de operações suspeitas envolve critérios que vão além do número de registros. A depender do contexto, nem toda comunicação implica irregularidade.
Especialistas ouvidos destacam fatores que ajudam a explicar o avanço. A ampliação das transações digitais, o incremento em compliance e o uso de ferramentas automáticas de monitoramento aparecem entre as causas. Também há menção a maior pressão regulatória internacional.
Segundo a visão de consultores, o crescimento pode refletir maior eficiência do sistema, da detecção e da cooperação entre instituições. O aumento de atuação de novos players e de agentes no mercado contribui para a elevação do registro anual.
Outros pontos apontados incluem maior rigidez regulatória, ciclos de investigação de crimes financeiros e impactos de variáveis macroeconômicas como inflação e câmbio. A adoção de inteligência artificial e a integração de áreas como criptomoedas são citadas como fatores operacionais.
Procurado, o Coaf não comentou os dados. A instituição mantém a posição de que a interpretação do volume não substitui a análise qualificada de operações potencialmente ilícitas. Informações adicionais devem vir de fontes oficiais e confiáveis.
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