- Em março, as exportações brasileiras de carne bovina caíram 6,65% em volume, para 270,53 mil toneladas, enquanto a receita cambial subiu 21,42%, para US$ 1,476 bilhão.
- Excluída a carne in natura, o volume embarcado ficou estável, com ligeiro recuo, e a receita aumentou; na carne in natura houve alta de 8,95% em volume e 29,14% em receita, para US$ 1,36 bilhão, em 233,79 mil toneladas.
- No primeiro trimestre, as exportações totais de carne bovina chegaram a US$ 4,32 bilhões, com volume de 827,64 mil toneladas (alta de 32,29% e 10,98%, respectivamente).
- A China continuou como principal destino, respondendo por US$ 1,816 bilhão em receita e 325,68 mil toneladas no trimestre, com preços médios de US$ 5.578 por tonelada.
- A Abrafrigo aponta que as exportações para a China podem ter atingido cerca de 42,86% da cota tarifária anual no primeiro trimestre de 2026, com estimativas de 474,08 mil toneladas embarcadas no período.
As exportações brasileiras de carne bovina tiveram queda de volume em março, embora a receita tenha seguido em alta. No mês, o faturamento foi de US$ 1,476 bilhão, ante US$ 1,214 bilhão em março de 2025, e o volume embarcado recuou 6,65%, para 270,53 mil toneladas. Dados da Abrafrigo com base na Secex.
No que se refere à carne bovina in natura, o volume exportado subiu 8,95% em março, para 233,79 mil toneladas, com receita de US$ 1,36 bilhão, alta de 29,14% na comparação anual. A alta de preços puxou a receita, apesar da desaceleração do ritmo de embarques frente aos meses anteriores.
Destaques do trimestre
No agregado do primeiro trimestre, as exportações totais de carne bovina (in natura, industrializados e subprodutos) somaram US$ 4,32 bilhões, +32,29% em relação a igual período de 2025, com volume de 827,64 mil toneladas (+10,98%). A carne in natura respondeu por US$ 3,98 bilhões, +37,45%, em 700,98 mil toneladas (+19,92%).
Principais destinos e perfil de preços
A China manteve-se como principal destino, com receitas de US$ 1,816 bilhão no trimestre e volume de 325,68 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 5.578 por tonelada, alta de 15%. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com US$ 588,98 milhões na carne in natura, volume de 98,17 mil toneladas e preço médio próximo de US$ 6 mil/t.
Para a União Europeia, as vendas de carne in natura somaram US$ 187,96 milhões, em 21,71 mil toneladas, com preço médio de US$ 8.656/t. Considerando todos os produtos, as exportações para o bloco chegaram a US$ 251,57 milhões (+49,84%).
Outros mercados e cota para a China
Chile, Rússia e México demonstraram crescimento expressivo no trimestre. Ao todo, 106 países aumentaram as compras, enquanto 49 reduziram. A Abrafrigo estima que as exportações para a China já atingiram aproximadamente 42,86% da cota tarifária brasileira no primeiro trimestre de 2026, segundo dados disponíveis.
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