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Guerra no Oriente Médio reduz exportações brasileiras em quase 30%

Exportações brasileiras para o Oriente Médio caem 26% em março, com carne suína, soja e frango recuando, enquanto o petróleo cresce 70% em valor

Guerra no Oriente Médio atinge exportações brasileiras; queda chega a quase 30% — Foto: Reprodução/Tv Globo
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  • Em março, as exportações brasileiras para o Oriente Médio somaram US$ 881,5 milhões, queda de 26% frente ao mesmo mês de 2025.
  • Os principais parceiros foram Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irã, Líbano e Israel.
  • O agronegócio foi o setor mais impactado: carne suína caiu 59%, soja teve recuo acima de 25% e frango caiu 22%.
  • Já as exportações de petróleo aumentaram 70% em valor, com US$ 2 bilhões a mais do que em março de 2025.
  • O governo afirma que continua com parcerias consolidadas no Oriente Médio, mas aponta a necessidade de ampliar acordos comerciais com novos parceiros, incluindo Índia e outros países asiáticos.

O conflito no Oriente Médio impactou as exportações brasileiras para a região no primeiro mês de guerra. Em março, o faturamento caiu para US$ 881,5 milhões, uma queda de 26% ante o mesmo período de 2025.

Os principais parceiros brasileiros na região são Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irã, Líbano e Israel. O setor de agronegócio foi o mais afetado pelas dificuldades logísticas e comerciais geradas pelo conflito.

No segmento de produtos, carne suína teve o maior recuo, em torno de 59%, seguido por soja (mais de 25%) e frango (aproximadamente 22%). O Irã permanece como grande comprador de milho brasileiro, em torno de 10 milhões de toneladas em 2025.

Enquanto o agronegócio sofre, as exportações de petróleo bruto registraram alta de 70% em valor, somando US$ 2 bilhões a mais que em março de 2025. Especialistas atribuem o crescimento ao reajuste de preços do barril diante da interrupção do comércio global.

O Ministério do Desenvolvimento informou que o Brasil mantém parcerias consolidadas com a região, como Arábia Saudita e Emirados, e vê o cenário a longo prazo com otimismo moderado. A estabilidade de relações comerciais permanece como prioridade.

Especialistas sugerem ampliar a atuação além dos parceiros já estabelecidos. O embaixador Roberto Jaguaribe aponta a necessidade de buscar acordos com novos mercados, como a Índia, além de ampliar o Mercosul para aumentar a previsibilidade no comércio exterior.

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