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Investimento em IA atinge recorde histórico no 1º trimestre

Mercado global de venture capital em IA atinge recorde no primeiro trimestre de 2026, com OpenAI respondendo por 54% do capital captado

Sam Altman, da OpenAI: mesmo excluindo o aporte recorde da OpenAI, o trimestre teria registrado US$ 104 bilhões em investimentos (Foto: Bloomberg)
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  • O mercado global de venture capital voltado para IA captou US$ 226 bilhões no primeiro trimestre de 2026, conforme a CB Insights, com mega rodadas acima de US$ 100 milhões respondendo por 94% do total; a OpenAI sozinha respondeu por 54% do capital, somando US$ 122 bilhões, seguida por Anthropic (US$ 30 bilhões) e xAI (US$ 7,5 bilhões).
  • Sem o aporte recorde da OpenAI, o trimestre soma US$ 104 bilhões em investimentos, alta de 45% frente aos três meses anteriores, e o valor médio por rodada ficou em US$ 160 milhões.
  • O relatório aponta também a ascensão da IA física, com 11% dos aportes indo para robótica e áreas como humanoides industriais, tecnologia de defesa e sistemas autônomos.
  • Radius Mining captou R$ 28 milhões em rodada seed; a empresa atua com data centers modulares para mineração de bitcoin, com contrato de operação e manutenção com a Axia e operação inicial com 1.064 máquinas.
  • PX Data levantou R$ 15 milhões, liderada pelo Bradesco Venture Capital com participação da Vibra Ventures; Fanbase recebeu R$ 3 milhões da DOMO.VC, elevando a captação da rodada anterior para R$ 8 milhões.

O mercado global de venture capital voltado para inteligência artificial fechou o primeiro trimestre de 2026 em patamar histórico, segundo a CB Insights. Investimentos em IA totalizaram US$ 226 bilhões, superando o volume de todo o ano de 2025. A dominância de mega rodadas impulsionou o total.

A abertura de investimentos ficou marcada pela OpenAI, que sozinha captou US$ 122 bilhões, rendendo 54% do total. Anthropic levantou US$ 30 bilhões e xAI mais US$ 7,5 bilhões. Mesmo sem esse aporte recorde, o trimestre registrou US$ 104 bilhões, alta de 45% frente aos três meses anteriores.

A média das rodadas subiu para US$ 160 milhões, quatro vezes a média do ano passado. A análise destaca também a ascensão da IA física, com 11% dos recursos destinados a robótica, humanoides industriais e sistemas autônomos.

Radius Mining

A Radius Mining, que atua com data centers modulares para mineração de bitcoin, captou uma rodada seed que, somada a aportes próprios, totaliza R$ 28 milhões. A empresa planeja transformar o curtailment em receita por meio de computação de alto desempenho.

A companhia iniciou operações com prova de conceito de 6 MWm e contrato de operação com a Axia (ex-Eletrobras). A primeira operação própria utilizará 1.064 máquinas de mineração, com energia 100% renovável. O fundador é Flávio Hernandez.

A meta é encerrar 2026 com 50 MW instalados, aproveitando matriz limpa e custos competitivos para atrair investimentos institucionais no Brasil. O cap table ganhou Leonardo Midea, fundador da Prime Energy, vendida à Shell em 2023.

PX Data

A PX Data, criadora da Luria, plataforma de IA para análise de dados, captou R$ 15 milhões liderados pelo Bradesco Venture Capital, com participação da Vibra Ventures. A empresa atende grandes clientes nos setores de energia, saúde, finanças e varejo.

Desde 2019 operando com recursos próprios, a startup quer eliminar gargalos entre negócios e tecnologia, permitindo perguntas diretas aos dados em linguagem natural. O diferencial inclui camada semântica que traduz vocabulário corporativo para bancos de dados, com governança centralizada pela TI.

O aporte será destinado ao aumento da equipe de engenharia e ao go-to-market, expandindo clientes corporativos e acelerando integrações com SAP e Google Cloud. O Bradesco e a Vibra atuam como clientes institucionais da plataforma.

Fanbase

A Fanbase, plataforma sportstech que fornece infraestrutura de engajamento para esporte e entretenimento, recebeu aporte de R$ 3 milhões da DOMO.VC. A entrada complementa uma rodada de R$ 5 milhões anunciada em 2025, totalizando R$ 8 milhões.

A empresa usa solução white label para unificar a jornada do torcedor, desde ingressos até experiência nos estádios, em um ecossistema próprio. O objetivo é acelerar lançamentos de produtos e a expansão internacional, com atuação em clubes brasileiros e da Colômbia e Peru.

A Fanbase já atende cerca de 30% dos clubes das Séries A e B do Brasileirão, incluindo Atlético Mineiro, Vasco e Santos. O próximo passo é entrada na Europa, prevista para 2027.

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