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Ministro do Planejamento diz que ampliar despesas não contradiz ajuste fiscal

Ministro Bruno Moretti afirma que ampliar despesas sociais não conflita com ajuste fiscal; governo manterá controle de gastos mesmo em ano eleitoral

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, em seu gabinete
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  • O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, diz que não há contradição entre ampliar despesas importantes e seguir o ajuste das contas públicas, combinando desenvolvimento econômico com racionalização de gastos.
  • O governo Lula busca conciliar despesas relevantes com controle orçamentário em ano eleitoral, discutindo medidas para conter preços de combustíveis, facilitar a casa própria e reduzir o endividamento, sem viés eleitoral segundo o ministro.
  • As revisões de despesas desde 2024 fortalecem o arcabouço fiscal; entre as ações está a revisão do seguro-defeso para beneficiar quem realmente necessita.
  • As projeções indicam economia de aproximadamente R$ 90 bilhões em 2025 e 2026 e R$ 100 bilhões em 2027, com contenção de gastos de pessoal em 2027 via gatilho de estabilidade.
  • Moretti afirma que críticas sobre cortes de benefícios não refletem a linha do governo, que prioriza manter direitos e evitar desorganizar o Estado, mantendo metas fiscais.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou à Folha que não há contradição entre ampliar despesas consideradas importantes e manter o ajuste nas contas públicas. Em sua primeira entrevista após tomar posse, ele defendeu a continuidade de um controle fiscal e a priorização de investimentos.

Moretti explicou que existem duas premissas centrais: ampliar gastos que promovem desenvolvimento econômico e social e, ao mesmo tempo, racionalizar as despesas. Segundo ele, não há conflito entre essas duas opções.

O ministro destacou que o governo Lula busca conciliar crescimento com responsabilidade fiscal, mesmo em ano eleitoral. Ele citou ações para conter preços de combustíveis, facilitar financiamentos habitacionais e reduzir o endividamento, sem admitir viés político.

Plano de Diretrizes Orçamentárias 2027

No PLDO de 2027, o governo sinaliza compromisso com as contas públicas e mantém revisões de gastos que já vêm sendo adotadas. As medidas visam manter a consolidação fiscal enquanto privilegiam despesas com maior impacto social.

Moretti mencionou uma série de revisões desde 2024, destacando que as regras foram cumpridas e que o conjunto de instrumentos disponíveis sustenta a trajetória fiscal. O objetivo é manter a despesa estável como proporção do PIB.

A pasta citou, como exemplo, uma medida provisória para racionalizar o seguro-defeso, beneficiando pescadores artesanais que realmente necessitam do benefício. O objetivo é evitar gastos indevidos sem prejudicar quem depende do programa.

Desempenho da despesa e percepção pública

O ministro afirmou que o controle de despesas continua, com foco em evitar desperdícios e fraudes, bem como na gestão da despesa de pessoal. Em 2027, haverá gatilho que limita o crescimento de despesas com pessoal, mantendo a estabilidade orçamentária.

Specialistas são citados como críticos, mas o ministro ressalta que a política fiscal busca reduzir déficits sem prejudicar os mais pobres. Os números citados apontam economia relevante em 2025, 2026 e 2027, com giảm de gastos em relação ao PIB.

Perguntas sobre déficits e carga tributária

Sobre dívidas, Moretti afirmou que a meta é estabilizar dívida bruta e líquida, com déficits menores que os observados no passado. A carga tributária, segundo ele, não deve subir de forma indiscriminada, pois as regras anteriores permitiram flexibilizações com viés eleitoreiro.

O ministro negou disposição de criar subsídios generalizados ou abrir espaço para novos benefícios em período eleitoral. Ele encerrou destacando que medidas adotadas, como a desoneração de diesel, são respostas a condições macroeconômicas, não decisões políticas de curto prazo.

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