- Quarenta e seis por cento dos brasileiros escolheriam transporte público em vez de carro, por sustentabilidade.
- Entre gerações, 48% da Gen Z topam abrir mão do veículo privado, contra 42% dos Baby Boomers.
- Mais da metade da população (51%) apoia a tarifação por congestionamento para desincentivar carros em vias de alto tráfego.
- Sessenta e cinco por cento apoiam ciclovias exclusivas em estradas, próximo da média global de setenta por cento.
- A adoção de caminhar ou andar de bicicleta fica em quase sessenta por cento, com queda observada desde 2008 devido a desigualdades urbanas e questões de segurança.
Quase metade da população brasileira prefere o transporte público em vez do carro particular, em busca de sustentabilidade. A percepção de que o meio público é mais eficiente para o meio ambiente aparece como principal motivação.
A conclusão vem de uma pesquisa global da Ipsos, realizada em 31 países, que avaliou hábitos de mobilidade. Entre os dados, 46% dos brasileiros escolheriam o transporte público, enquanto 54% optariam por carro próprio em condições normais de deslocamento.
Entre as gerações, os Baby Boomers mostram menor disposição para priorizar o coletivo: 42% concordam com a ideia. Já a Geração Z, mais jovem, é a que mais tende a trocar o privado pelo público, com 48%.
Mais da metade dos brasileiros valoriza tarifas de congestionamento como ferramenta de mobilidade. Segundo a pesquisa, 51% apoiam cobranças em vias com tráfego intenso para reduzir o uso de carros e favorecer o transporte público.
Mobilidade sustentável
A avaliação aponta que jovens e moradores de áreas urbanas estão abertos a alternativas como caminhar, usar transporte público e opções compartilhadas. O foco é preservar o ambiente e reorganizar o espaço urbano.
Outro ponto destacado é o uso de ciclovias: 65% dos brasileiros apoiam esse tipo de infraestrutura, próximo à média global de 67%. Caminhar e pedalar aparecem como escolhas preferidas por quase 60% da população, frente a 61% no mundo.
Desafios e contextos
Dados do Ministério da Saúde, relativos a 2025, indicam queda na prática de caminhar ou pedalar como deslocamento principal, com 12% em 2023, ante 17% em 2008. Fatores como desigualdades urbanas e falta de infraestrutura são citados como causas.
Além disso, o país registrou 1.288 mortes de ciclistas em 2023, apontando para questões de segurança pública que impactam a adesão a modos ativos de deslocamento. As informações vêm de levantamentos nacionais e da edição mais recente do Mobility Report.
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