- O presidente José Antonio Kast apresentou um pacote com mais de quarenta medidas para reduzir gastos públicos e diminuir a carga tributária do setor produtivo, buscando crescer 4% ao ano frente 2,5% em 2025.
- Cerca de 150 mil empresas devem ser beneficiadas com a queda da alíquota sobre a renda de 27% para 23% e com a simplificação de requisitos para investimentos produtivos, especialmente licenças ambientais.
- Pequenas e médias empresas receberão um subsídio de 10% dos salários, com o objetivo de reduzir o desemprego de 8,5% para 6,5% em 2030 e conter a informalidade, que atingia 26,8% dos trabalhadores no último trimestre de 2025.
- O governo planeja reduzir o déficit público, que ficou em 2,8% do PIB em 2025, por meio de cortes de gastos, começando pelos ministérios, incluindo a área social.
- A proposta ainda não foi encaminhada ao Congresso e já gerou protestos em Santiago, marcando o começo de um teste político entre direita e esquerda.
O novo governo do Chile apresentou um pacote econômico com mais de 40 medidas, liderado pelo presidente José Antonio Kast. O objetivo é reduzir gastos públicos, aliviar a carga tributária para o setor produtivo e estimular o crescimento econômico, atualmente abaixo do potencial.
A iniciativa, anunciada após a posse, busca elevar o crescimento anual para 4%, ante 2,5% estimados para 2025. O plano envolve cortes de gastos, incluindo ministérios, e mudanças na tributação para empresas e investimentos produtivos.
Segundo o governo, 150 mil empresas se beneficiarão com a redução da alíquota do imposto de renda de 27% para 23% e com licenças para investimentos produtivos. A meta é destravar cerca de US$ 16,3 bilhões em projetos parados.
Detalhes do pacote e impactos
Para pequenas e médias empresas, o pacote prevê subsídio de 10% nos salários, com vistas a reduzir o desemprego de 8,5% para 6,5% em 2030. A medida também visa conter a informalidade, que atingia 26,8% dos trabalhadores no último trimestre de 2025.
O plano também pretende reduzir o déficit fiscal, que ficou em 2,8% do PIB em 2025, por meio de cortes de gastos e enxugamento de estruturas públicas, incluindo áreas sociais. A medida gerou protestos em Santiago na última sexta-feira.
O conteúdo do pacote ainda não foi enviado ao Congresso. Observa-se polarização entre direita e esquerda, com críticas sobre a perda de receitas públicas e o subsídio a empresas. O governo afirma que as reformas visam crescimento econômico sustentável.
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