- A Polícia Federal deflagrou operação na quarta-feira, dia 15, para investigar suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado a rifas clandestinas, envolvendo MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, com mandados em oito estados e no Distrito Federal e prisões nos locais citados.
- O golpe teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão, com recursos de rifas e jogos ilegais inseridos no sistema financeiro como se fossem receitas de shows, contratos e publicidade digital, por meio de transações pulverizadas.
- Um exemplo citado: R$ 5 milhões transformados em quase 500 transferências de R$ 10 mil cada, com uso de contas que misturavam recursos ilícitos e lícitos.
- O contador Rodrigo Morgado seria o operador central, estruturando empresas, intermediando pagamentos e orientando sobre proteção patrimonial e conversão de recursos, inclusive em criptomoedas.
- Aproximadamente R$ 20 milhões em bens foram apreendidos; há menção de ligações com o PCC e o CV; defesas de Morgado, de Ryan e de Poze do Rodo negam envolvimento.
A Polícia Federal deflagrou uma operação que mira um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado a rifas clandestinas e jogos ilegais. Os alvos são os MCs Ryan SP e Poze do Rodo, investigados por integrar a estrutura do esquema. A ação ocorreu na última quarta-feira (15) e envolve oito estados e o Distrito Federal.
Os investigadores decretaram prisões dos artistas, realizadas em Bertioga, litoral de São Paulo, e no Rio de Janeiro. As diligências apontam que o dinheiro obtido nas rifas era camuflado no sistema financeiro, misturado a receitas de shows, contratos musicais e publicidade digital.
A PF descreve uma operação de fluxo pulverizado, com montantes transferidos por meio de várias transações de pequeno valor. Um exemplo citado envolve cerca de R$ 5 milhões convertidos em quase 500 transferências de R$ 10 mil cada.
A investigação aponta que a engrenagem funcionava com contas utilizadas para circular recursos ilícitos, sob a aparência de legalidade. O total apontado pelo trabalho policial é de aproximadamente R$ 1,6 bilhão movimentados.
Entre os investigados, está o contador Rodrigo Morgado, apontado como responsável por estruturar empresas, intermediar pagamentos e orientar sobre proteção patrimonial, incluindo operações com criptomoedas. Ele é considerado suporte técnico para a circulação de recursos.
Segundo a PF, o elo entre as praças de São Paulo e Rio de Janeiro envolve um sócio de Poze do Rodo. A apreensão de bens até o momento soma cerca de R$ 20 milhões.
A apuração também associa recursos a crimes como tráfico de drogas e apostas ilegais, com menção a possíveis relações com o PCC e o CV. As informações indicam uso de redes sociais para ampliar a visibilidade do grupo.
A defesa de Morgado afirma atuar dentro da lei e promete comprovar a inocência. As defesas de Ryan SP e Poze do Rodo negam envolvimento com atividades criminosas e sustentam que as movimentações são lícitas.
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