- Bancos filipinos devem incentivar mais empresas a fazerem hedge cambial, segundo Walter Wassmer.
- Walter Wassmer é membro da Junta de Política do Bangko Sentral ng Pilipinas (BSP).
- O conflito no Irã eleva a inflação, reduz o crescimento econômico abaixo da meta e amplia o déficit da conta corrente.
- Há risco para as remessas enviadas por filipinos no exterior.
- O cenário geopolítico ressalta a necessidade de maior proteção cambial para mitigar choques externos.
O Banco Central das Filipinas enfatizou que os bancos do país devem intensificar os esforços para incentivar as empresas a se protegerem contra a exposição cambial. A orientação surge em meio a preocupações com impactos geopolíticos externos, como o conflito no Irã, que podem afetar a economia filipina.
Segundo Walter Wassmer, membro do Conselho Monetário do Bangko Sentral ng Pilipinas, o conflito tem levado a pressões inflacionárias, crescimento econômico abaixo da meta, aumento do déficit em conta corrente e potencial risco às remessas de Filipinas. Essas variáveis ampliam a vulnerabilidade externa a choques geopolíticos.
Contexto externo
A disputa no Irã é apontada como condutor de volatilidade nos mercados de câmbio e de commodities, o que reforça a necessidade de estratégias de hedge cambial para empresas que atuam com importação, exportação e fluxo de remessas. O BCE filipino não especificou ações adicionais, mas reiterou a importância da gestão de riscos cambiais no ambiente atual.
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