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Denúncias de idosos por juros abusivos atingem recorde em 2025

Denúncias de juros abusivos contra idosos batem recorde: 13.807 casos no Consumidor.gov no ano passado, média de 37 por dia; especialistas alertam sinais e prevenção

Reclamações de juros abusivos atingiu maior patamar nos últimos oito anos
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  • Denúncias de juros abusivos feitas por idosos entre 60 e 70 anos somaram 13.807 em 2024, uma média de 37 casos por dia, recorde nos últimos oito anos.
  • Os dados foram levantados pelo Idec a pedido do R7 Planalto, com foco nas reclamações no portal Consumidor.gov.
  • O advogado do Idec acredita que o aumento em 2025 está ligado ao escândalo do INSS e destaca a importância do acesso à informação e de planejamento financeiro.
  • A Abradeb orienta o contato com a instituição financeira ou o Procon ao identificar juros abusivos; pode haver necessidade de revisão contratual na Justiça se as cláusulas forem desproporcionais.
  • Sinais de alerta incluem promessas de dinheiro fácil, pressão para contratar, falta de explicação sobre taxas, contrato sem condições essenciais e custo total elevado mesmo com parcela pequena.

O volume de denúncias de idosos sobre juros abusivos atingiu recorde no ano passado. Entre pessoas com 60 a 70 anos, foram registradas 13.807 ocorrências, uma média de 37 casos por dia. O pico anterior ocorreu em 2021, com 3,3 mil registros. Os números foram levantados pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) a pedido do R7 Planalto, com base na plataforma Consumidor.gov.

Segundo especialistas, o aumento está relacionado a impactos do cenário envolvendo o INSS. Profissionais destacam a importância da transparência e do acesso à informação como medidas preventivas contra práticas abusivas. Também ressaltam a necessidade de planejamento financeiro e de condições que garantam independência aos idosos em contextos familiares complexos.

A Abradeb, associação que representa clientes de operações financeiras, orienta o contato direto com a instituição financeira ao identificar juros abusivos e também o Procon. Em caso de subsistência comprometida ou cláusulas desproporcionais, o caminho judicial pode ser necessário, com revisão contratual prevista pelo Código de Defesa do Consumidor.

Sinais de alerta

Dentre os indicativos, estão promessas de dinheiro fácil, pressão para fechar negócio na hora e falta de explicação objetiva sobre taxas. Contratos entregues sem destaques das condições essenciais ou parcelas com custo total elevado denunciam risco real. Linguagem que sugere benefício financeiro pode ocultar dívida.

A Abradeb orienta que o consumidor busque análise calma, leve o documento para casa, consulte familiares ou um advogado e exija cópia do contrato. Examinando extratos mensais e evitando ofertas com vantagens excessivas, o idoso reduz chances de abuso.

A defesa reforça que crédito não deve ser apresentado como renda extra sem explicações completas. Quando a informação for ambígua, o risco de abuso aumenta. A Lei do Superendividamento reforça a obrigação de crédito responsável e de proteção do mínimo existencial.

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