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Encantadora de Trump atua na indústria da cannabis dos EUA

Ordem de reclassificação da maconha assinala marco federal, impulsionando a Trulieve a expansão agressiva com megaplanta de cultivo e varejo estilo Starbucks

Kim Rivers, CEO da Trulieve: "As leis estão prestes a mudar"
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  • Em 18 dezembro de 2025, o presidente assinou ordem executiva para reclassificar a maconha de Categoria I para Categoria III; Kim Rivers, CEO da Trulieve, foi peça central no processo.
  • A Trulieve teve US$ 1,2 bilhão em vendas no ano anterior, atua em oito estados e detém participação de cerca de 35% do mercado medicinal da Flórida; Rivers liderou campanhas e lobbies junto a outros executivos.
  • Rivers ficou conhecida como a “encantadora de Trump”, representando o setor no Salão Oval e mantendo contato próximo com o presidente para defender a regulação e o uso médico da maconha.
  • A empresa opera o Megatron, um complexo de cultivo de 32,3 hectares na Flórida, com alto grau de automação que reduz mão de obra e aumenta eficiência; há planos de expandir o conceito para outros estados.
  • A possível reclassificação pode impactar a lucratividade, já que a Trulieve mantém um passivo fiscal incerto de US$ 670 milhões ligado ao código 280e; a mudança pode tornar a empresa quase imediatamente lucrativa.

A CEO da Trulieve, Kim Rivers, desempenhou papel central na reclassificação federal da maconha solicitada por uma ordem executiva assinada por Donald Trump em dezembro de 2025. O ato levou Bondi a reeavertir a classificação da planta, abrindo caminho para avanços regulatórios e impactos financeiros para o setor.

Rivers conduziu uma campanha de lobby ao longo de dois anos, reunindo empresários e financiadores para persuadir o governo dos EUA. A mobilização resultou em uma mudança histórica, ainda não finalizada, que pode alterar as regras federais da cannabis.

A trajetória da Trulieve, gigante da cannabis com sede na Flórida, ilustra o tamanho do movimento. A empresa gerou US$ 1,2 bilhão em vendas no último ano e opera em oito estados, com forte presença no mercado medicinal da Flórida.

Mudança em nível federal

A carteira de atuações da Trulieve inclui envio de apoio financeiro a grupos políticos ligados a Trump e participação em eventos de arrecadação. Rivers manteve reuniões no Salão Oval para defender a reclassificação para a Categoria III, ao lado de outros empresários e autoridades.

Com sede em Tallahassee, Rivers lidera a Trulieve desde a sua criação, em 2016, após abrir o primeiro dispensário na região. A empresa expandiu para 239 lojas em oito estados e detém participação relevante no mercado medicinal da Flórida.

A decisão presidencial ocorreu após reuniões no fim de 2025, com Rivers presente no Salão Oval para discutir os argumentos a favor da reclassificação. O objetivo é permitir pesquisas médicas mais amplas e ampliar o acesso a tratamentos.

Crescimento e tecnologia de cultivo

A Trulieve opera nove estados e mira novos mercados no Alabama e no Texas, onde já possui licenças condicionais. O megaprojeto de cultivo em Monticello, Flórida, conhecido como Megatron, concentra tecnologia de alto rendimento para reduzir custos.

A planta de Monticello ocupa vários edifícios e utiliza água subterrânea reciclada. O sistema automatizado move plantas entre salas de iluminação, reduzindo o tempo de manejo entre ciclos de cultivo.

Rivers afirma que o Megatron representa o que de melhor pode oferecer a indústria, funcionando como campo de testes para futuras evoluções. A liderança da empresa pretende expandir o conceito para outros estados conforme a demanda regulatória evolua.

Visão de varejo e questões tributárias

A executiva projetou a Trulieve para ser uma espécie de “Starbucks da maconha”, buscando consistência de produto e experiência de compra. A empresa trabalha sob o código tributário 280e, que limita deduções para empresas da indústria de drogas, mas a reclassificação pode alterar significativamente a lucratividade.

Nas informações públicas, a Trulieve aponta um passivo fiscal incerto de cerca de US$ 670 milhões, sobretudo relacionado ao 280e. Se a maconha for classificada como Categoria III, a empresa projeta melhoria imediata de margens e lucro líquido.

Apesar de a reclassificação não tornar a cannabis federalmente legal, ela sinaliza uma mudança de rumo na política pública. Rivers enxerga o movimento como parte de uma transformação gradual que vem ganhando impulso ao longo de décadas.

Perfil da liderança e impactos setoriais

Rivers, natural de Jacksonville, estudou ciência política, negócios e direito. Fundou a Trulieve após experiência em outras áreas, consolidando a empresa como uma das maiores do setor. A liderança da executiva é reconhecida pela capacidade de unir influência política e estratégia de negócios.

A indústria de cannabis regulada por estados movimenta bilhões de dólares e congrega operações em 40 estados com venda medicinal, além de 25 com mercados recreativos. A reclassificação pode acelerar a consolidação de grandes players e alterações regulatórias no curto prazo.

O movimento, segundo Rivers, não está ligado a um posicionamento ideológico, mas a uma visão de liberdade individual e bem-estar. A história da Trulieve reforça o papel de uma liderança que mescla atuação corporativa, lobby e estratégia regulatória.

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