- Dois em cada três brasileiros têm algum tipo de dívida, em um cenário de juros elevados e custo de vida.
- Vinte e um por cento estão com contas em atraso; entre quem pegou dinheiro com amigos ou familiares, 41% não quitou o compromisso.
- Entre endividados, cartão de crédito é uma das principais pressões, seguido por empréstimos bancários e carnês; o uso do crédito rotativo chega a 27%.
- A maioria acredita que juros elevados transformam dívidas pequenas em bolas de neve, com 84% concordando totalmente com essa ideia.
- Quarenta e cinco por cento vivem situação financeira apertada ou severa; para enfrentar o aperto, 64% cortaram lazer, 60% passaram a comer menos fora de casa e 52% reduziram a compra de alimentos.
O DataFolha divulgou no sábado (18.abr.2026) que 2 em cada 3 brasileiros têm algum tipo de dívida, em meio a juros elevados e custo de vida em alta. Além disso, 21% estão com contas em atraso, com maior incidência entre quem recorre a empréstimos informais.
Entre os endividados, o cartão de crédito é apontado como principal pressão. 29% dizem ter atraso no parcelamento da fatura, 26% empréstimos bancários e 25% carnês de lojas. O crédito rotativo alcança 27% em alguma frequência, com juros elevados.
A percepção sobre juros também aparece com clareza. A maioria acredita que dívidas pequenas crescem rápido sob altas taxas. A pergunta aos entrevistados foi: as altas taxas transformam dívidas pequenas em bolas de neve?
Endividamento e orçamento sob pressão
A pesquisa aponta aperto no orçamento: 45% classificam a situação financeira como apertada ou severa. Para conter o impacto, 64% reduziram lazer, 60% passaram a comer menos fora e trocaram marcas por opções mais baratas.
Além disso, 52% diminuíram a compra de alimentos. Ao indicar o principal problema pessoal, 37% citam a dimensão financeira, seguidos por saúde (18%) e trabalho (8%). Outras respostas aparecem abaixo de 5%.
Perfil financeiro e hábitos de consumo
Quando perguntados sobre reserva de emergência, 66% afirmaram não ter reserva. Apenas 12% têm menos de 3 meses, 10% entre 3 e 6 meses e 5% entre 6 meses e 1 ano.
O levantamento também mostrou que 14% indicam nenhum problema pessoal, e 3% não souberam responder. Os dados reforçam a sensação de vulnerabilidade financeira relatada por parcela significativa da população.
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