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IA além do hype: desafio de aplicar em operações físicas e legadas

IA em operações legadas exige hiperautomação e cultura de IA, para resolver gargalos e liberar equipes para atividades de maior valor

Segundo a consultoria McKinsey, 9 em cada 10 organizações utilizam IA em pelo menos uma função do negócio
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  • McKinsey aponta que nove em cada dez organizações já utilizam IA em ao menos uma função do negócio.
  • Contudo, menos da metade aplica a IA em larga escala (sete por cento) ou está em expansão (trinta e um por cento).
  • Em setores tradicionais, a IA atua melhor quando aplicada a operações com sistemas legados, regras complexas e gargalos, por meio de hiperautomação.
  • O principal desafio é cultural: é preciso investir em educação, treinamentos e iniciativas internas para criar uma cultura de IA.
  • Para escalar, são criadas “fábricas de agentes” e Centros de Excelência, com governança e integração de bots para melhorar eficiência operacional.

A Inteligência Artificial Generativa ganha holofotes, mas a revolução real está na aplicação prática da IA em operações físicas e sistemas legados. Organizações de setores tradicionais enfrentam problemas de integração entre sistemas e regras complexas que dificultam processos manuais e custosos.

Segundo a McKinsey, 9 em cada 10 organizações já utilizam IA em alguma função do negócio, mas menos da metade opera em grande escala. A adoção reta às regras internas e à governança é um desafio estratégico que envolve cultura, tecnologia e processos.

O foco aqui não é apenas criar textos ou imagens com IA, mas resolver gargalos operacionais. Em indústrias, agronegócio e infraestrutura, a IA encontra valor ao interpretar dados, validar regras e orquestrar fluxos entre sistemas diferentes, reduzindo erros e custos.

A solução está na hiperautomação: um projeto que une IA, automação e integração entre aplicações. O objetivo é tornar o faturamento B2B entre múltiplos contratos mais preciso, liberando equipes para atividades de maior valor.

Desafios culturais e governança

A barreira cultural é apontada como a mais significativa na transformação. Mesmo com adesão, a escala é baixa: apenas 7% das organizações usam IA em grande escala e 31% estão em expansão, segundo a McKinsey. A resistência vem do receio de substituição de empregos.

Grandes companhias buscam internalizar a cultura de IA para desmistificar a tecnologia. Treinamentos, competições internas e programas de capacitação estimulam áreas diversas a enxergar a IA como ferramenta de apoio, não de substituição.

A governança é essencial para manter a transparência e a confiabilidade. O time de TI atua na habilitação das ferramentas, definindo quais sistemas podem ser consultados e como os agentes vão operar, com políticas e processos de governança.

Fábricas de agentes e impacto operacional

Com a maturidade cultural, o passo seguinte é a escala. Projetos pontuais geram valor, mas a transformação real depende de soluções estruturadas. Empresas criam verdadeiras fábricas de agentes para desenvolver e implantar bots em larga escala.

Essas fábricas visam entregar governança, agilidade e impacto exponencial na eficiência operacional. A ideia é apoiar diversas áreas, da engenharia ao jurídico, com automação de relatórios, análises de contratos e outros processos complexos.

A vitória da IA, em última análise, não é apenas aumentar a produção de textos, mas destravar gargalos, otimizar processos e permitir que pessoas se dediquem a pensar estrategicamente, inovar e se relacionar com clientes e o mercado.

A análise aponta que a integração efetiva da IA na essência operacional das organizações tradicionais é o caminho para uma transformação sustentável, que vai além do hype e se traduz em resultados concretos.

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