- Em janeiro de 2026, o Brasil tinha 8,7 milhões de empresas inadimplentes e 60,1 milhões de dívidas em atraso totalizando R$ 201,7 bilhões.
- O crédito privado está dando mais valor à qualidade da estrutura, controle de risco e governança do que à expansão por volume.
- A Multiplike anunciou um investimento de R$ 36 milhões em melhorias de sistema, monitoramento e governança tecnológica.
- O objetivo é reduzir ruídos, retrabalho e atrasos em operações complexas, com acompanhamento contínuo da carteira e cláusulas contratuais.
- A tecnologia aumenta a eficiência e a qualidade das decisões, sem substituir o julgamento humano, tornando as operações mais rápidas e seguras.
O crédito privado brasileiro passa a exigir maior controle, acompanhamento e capacidade de resposta. Em janeiro de 2026, o país somou 8,7 milhões de empresas inadimplentes e 60,1 milhões de dívidas em atraso, totalizando R$ 201,7 bilhões. O cenário explica a valorização da qualidade estrutural sobre a expansão por volume.
Diante da pressão de caixa das empresas, tecnologia, governança e segurança operacional ganham centralidade na avaliação de risco e na confiança de investidores. Nesse contexto, a Multiplike anunciou um investimento de R$ 36 milhões em melhorias de sistema, monitoramento e governança tecnológica, sinalizando mudança setorial.
Mudança de foco no crédito privado
A partir do investimento, o setor passa a priorizar eficiência operacional, controle de risco e sofisticação estrutural. A tecnologia amplia a qualidade das análises, a rastreabilidade dos ativos e a segurança das operações, elevando o patamar de governança.
Para a Multiplike, a tecnologia reduz tarefas operacionais, aumenta a qualidade da informação e acelera decisões. O uso de dados organizados melhora a tomada de decisão sem eliminar o julgamento humano, apenas qualificando-o.
Componentes da transformação tecnológica
O plano inclui sistemas robustos com pentests e consultorias especializadas, infraestrutura em nuvem da AWS com várias camadas de segurança, e arquitetura validada por uma consultoria líder na região. O monitoramento de riscos envolve SOC, NOC, PAM e IAM.
Além disso, a empresa ampliará o time de tecnologia com profissionais mais seniores. O objetivo é criar um ambiente mais seguro, auditável e previsível, atributos cada vez mais valorizados por investidores institucionais ao avaliar operações de crédito.
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