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Lula celebra acordo UE-Mercosul e critica boatos sobre agricultura do Brasil

Lula exalta acordo UE-Mercosul que entra em vigor em 1º de maio, defende a matriz energética brasileira e critica afirmações sobre a sustentabilidade da agricultura

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversa com a presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen, em Bruxelas (Foto: REUTERS/Ives Herman)
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  • Lula elogiou o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que entrará em vigor de forma parcial em 1º de maio, destacando vantagens como mais comércio, investimentos e empregos.
  • O presidente criticou afirmações falsas sobre a sustentabilidade da agricultura brasileira e pediu que a matriz energética do Brasil seja considerada, além de apontar barreiras ao biocombustível nacional.
  • Lula ressaltou que o acordo cria um mercado de quase 720 milhões de pessoas e PIB de US$ 22 trilhões, fortalecendo cadeias de suprimentos e potencial de descarbonização.
  • Em Hannover, o presidente destacou a necessidade de refundar a Organização Mundial do Comércio e afirmou que os interesses do Sul Global devem ser incorporados aos acordos multilaterais.
  • Antes de seguir para Lisboa, Lula participou de reunião privada com o chanceler alemão Friedrich Merz durante a Hannover Messe, feira onde o Brasil é país-destaque.

Às vésperas da entrada em vigor do acordo entre União Europeia e Mercosul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a parceria entre os blocos em Hanôver, na Alemanha. Ele citou falas incorretas sobre a sustentabilidade da agricultura brasileira e pediu que a matriz energética do Brasil seja considerada pelas autoridades europeias.

O presidente reforçou que o acordo entra em vigor de forma parcial a partir de 1º de maio. Em discurso na Hannover Messe, Lula ressaltou que o comércio ampliado pode gerar empregos e oportunidades, além de reduzir custos de energia e ajudar na descarbonização.

Lula também mencionou a necessidade de ver uma reforma na governança da OMC, citando a paralisação da organização como entrave a acordos multilaterais. O chefe do Executivo afirmou que a participação efetiva do Sul Global é essencial para legitimidade dos moldes internacionais.

Mercosul-UE: entrada em vigor e impactos

Lula afirmou que o Brasil pode contribuir para ampliar a integração produtiva entre as duas regiões. Segundo o presidente, o acordo favorece a estabilidade das cadeias de suprimentos e estimula investimentos, com potencial para criar novos empregos.

O presidente destacou a importância de considerar a matriz energética brasileira, mostrando que o país utiliza fontes limpas em seus processos. Segundo ele, barreiras a biocombustíveis prejudicam aspectos ambientais e energéticos, especialmente em cenários de instabilidade.

OMC e o papel do Sul Global

Mais cedo, Lula manteve encontro privado com o chanceler alemão Friedrich Merz. Nas próximas atividades, ele participa da Hannover Messe e, na terça, segue para Lisboa, em agenda internacional que inclui debates sobre governança global.

A sessão de hoje ocorreu em um momento de embates sobre políticas comerciais e incentivos a energias renováveis. O governo brasileiro reforça a necessidade de reformas que tornem a OMC mais eficaz e representativa.

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