- O Reforma Casa Brasil movimentou apenas R$ 1,017 bilhão em cinco meses, equivalente a 3,4% do recurso total de R$ 30 bilhões; o Nordeste concentrou a maior parte dos empréstimos.
- A Caixa Econômica Federal gerencia os empréstimos, com duas faixas de renda: até R$ 3.200 e até R$ 9.600; os juros inicial eram de 1,17% a 1,95% ao mês, mas foram reduzidos devido à baixa procura.
- Ao todo, até 2 de abril foram concedidos 63.111 financiamentos, com 33,6% das operações no Nordeste, 27,7% no Norte, 22,9% no Sudeste, 9,0% no Sul e 6,9% no Centro-Oeste.
- Diante do desempenho fraco, o governo flexibilizou as regras: renda passa a até R$ 13.000; juros caem para 0,99% ao mês; prazo máximo aumenta para 72 meses e o valor financiável sobe para R$ 50.000; mudança depende de ato infralegal ainda sem portaria publicada.
- Como referência, teve o precedente do Cartão Reforma, de Michel Temer, que fracassou; o Ministério das Cidades diz que atos necessários para ampliar o programa estão em fase de publicação, enquanto números atuais já foram divulgados pelo governo.
O programa Reforma Casa Brasil não atingiu as metas previstas. Em cinco meses, apenas 3,4% do total reservado foi utilizado, equivalente a 1,017 bilhão de reais requisitados até início de abril. O montante total era de 30 bilhões de reais.
A Caixa Econômica Federal gerencia os empréstimos. O projeto foi lançado com duas faixas subsidiadas, para famílias com renda de até 3.200 reais e até 9.600 reais. Juros iniciais variavam de 1,17% a 1,95% ao mês, abaixo do mercado.
Os resultados mostram concentração regional: 63.111 contratos distribuídos, com 33,6% das parcelas no Nordeste, o maior volume. Fenômeno observado mesmo com a maior fatia de recursos destinada à região, historicamente lulista.
Mudanças no Reforma Casa Brasil
Diante do baixo desempenho, o governo anunciou flexibilização das regras. A renda passou a ter teto estimado de 13 mil reais, com juros de 0,99% ao mês para todas as faixas subsidiadas. O prazo máximo saltou de 60 para 72 meses.
O valor financiável também subiria, de 30 mil para 50 mil reais. Ainda não houve publicação de uma portaria que oficialize as alterações, e os sites oficiais mantêm valores antigos.
Contexto e antecedentes
O governo compara o programa a iniciativas anteriores como o Cartão Reforma de Temer, que teve desempenho limitado. O Ministério das Cidades informou que atos infralegais para ampliar o programa estão em fase de publicação e não detalhou prazos.
O Poder360 apurou que a inadimplência inicial está em patamares elevados, com custos potenciais para fundos públicos caso haja calote. Não houve resposta formal sobre pessoas com nome sujo entre os tomadores até o momento.
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