- Santander prevê menos fusões e aquisições em 2026, mas com negócios de maior valor, com concentração de operações no 1º semestre e desaceleração na segunda metade por causa da Copa do Mundo e das eleições.
- A concentração de transações é esperada para o primeiro semestre; de julho a novembro, tomadores de decisão tendem a observar desdobramentos e fechar negócios no novo cenário.
- O ambiente de juros mais altos leva as empresas a reorganizarem portfólios e a repensarem ativos, elevando o valor envolvido nas operações.
- Entre os desdobramentos aguardados estão a venda da CSN Cimentos, potencial acima de R$ 10 bilhões; a venda de ativos da Raízen na Argentina, em torno de R$ 7 bilhões; e a possível venda de ativos da Cosan.
- No primeiro trimestre, o valor médio das operações ficou próximo de R$ 600 milhões, acima do patamar histórico, enquanto o número de operações caiu; exemplos de grandes negócios incluem Bradesco/Bradsaúde, Votorantim com CBA e Sanofi com Medley.
O Santander prevê menos fusões e aquisições (M&A) em 2026, porém com operações de maior valor. A concentração de transações deve ocorrer principalmente no primeiro semestre, antes de a Copa do Mundo e as eleições influenciarem o ritmo.
Segundo o banco, o cenário de juros altos drive readequações estratégicas nas empresas, com foco nos ativos centrais. A avaliação é de que companhias mais endividadas repensem portfólios diante da taxa básica de 14,75%.
A visão de Thiago Rocha, chefe da área de M&A do Santander, aponta que o segundo semestre pode reunir incertezas, sem necessariamente frear o apetite por ativos brasileiros. O perfil das transações tende a mudar, com entregas de propostas não vinculantes em fases finais.
Leonardo Cabral, responsável pelo banco de investimento, diz que muitas decisões deverão ocorrer entre julho e novembro, quando desdobramentos do cenário macro forem se consolidando. O objetivo é concluir operações já no novo contexto econômico.
Panorama de 2026
Executivos do Santander destacam transações marcadas por mudanças estruturais e necessidade de reorganização, impulsionadas pela curva de juros. Entre os movimentos citados, a venda de CSN Cimentos pode superar R$ 10 bilhões, com propostas não vinculantes em análise.
A venda de ativos da Raízen na Argentina também está em fase final e pode movimentar acima de R$ 7 bilhões. Além disso, existe expectativa sobre a venda de ativos da Cosan, mantendo o enfoque em negócios principais.
Destaques de primeira metade
No primeiro trimestre, o valor médio das operações ficou próximo de R$ 600 milhões, acima da faixa histórica de R$ 250 milhões a R$ 350 milhões. Ao mesmo tempo, houve queda no número de negócios anunciados, compensada pelo aumento do valor agregado.
Entre operações relevantes, está a fusão de ativos de saúde da Bradesco na Bradsaúde com a Odontropev, formando uma empresa com receitas de cerca de R$ 52 bilhões e avaliação em torno de R$ 40 bilhões. Em outro movimento, a Votorantim vendeu o controle da CBA para joint venture de Chinalco e Rio Tinto, em about R$ 4,7 bilhões.
A Sanofi também vendeu a Medley para EMS, em transação avaliada em R$ 3,6 bilhões. As informações são da Broadcast+, com publicação em 17/04/2026.
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